terça-feira, 15 de novembro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
A Leitura como Alma do Mundo
A leitura é uma seca? Ler é chato? Isso são preconceitos infundados. Há um ditado popular - muito terra-a-terra, como é hábito dos ditados - que reza que quem sabe da tenda é o tendeiro. Assim, também apenas quem lê pode dizer se ler é ou não uma seca. Eu, pessoalmente, acho que pode ser bastante molhado...há livros que até nos arrancam lágrimas!
Em todo o caso, o problema não se fica por aqui. Estas frases-feitas acerca da leitura são totalmente infundadas, mas isso não impede que se espalhem como uma doença. Às tantas, já se torna uma moda dizer que ler é uma seca, o que acaba por fazer com que se afastem da leitura todo um universo de possíveis leitores que, apesar de até terem em si o bichinho da leitura, não se atrevem a deixá-lo florescer porque não querem sair da moda. Há que romper com preconceitos e tomar consciência do que nós próprios somos. Somos apenas uns míseros seguidores de modas? Ou somos algo mais? Terá o nosso espírito profundidade suficiente para ser diferente e aceitar a diferença, para não aderir a algo só por não ter fibra para suficiente para defender sozinho um dado ponto de vista?
Nunca é demais lembrar que a leitura não é um fardo, é um dom. A arte de ler não é senão sublime. Acho que para que isto seja bem entendido, é forçoso tentar explicar o que é, de facto, o acto de ler. É perturbador perceber-se que algo tão belo está sempre - falsamente - associado a "coisas que não interessam". Cuidam as pessoas que a literatura é apenas manuais de instruções ou livros de escola? Para já, há livros de escola muito interessantes, mas passemos adiante.
Na literatura, encontra-se muito mais do que um infindável obstáculo; o texto escrito é muito mais que uma prova de obstinação; a palavra escrita tem um propósito e um significado. Através de histórias e livros, percebemos tudo muito melhor, conhecemos o produto da experiência de outrem, recebendo o que há de melhor e ficando de sobreaviso para o que é pior. Nada existe no Universo que não possa ser expresso através de palavras. Não digo contido em palavras, porque há coisas que não cabem nos vocábulos que existem, apesar da sua variedade - por exemplo (ou eu assim o encaro), toda a expressão de sentimentos humanos mais elevados faz-se através de metáforas, pois não há termos onde caiba...o sentir humano ultrapassa a linguagem falada ou escrita. No entanto, esse "código" metafórico é susceptível de ser interpretado por todo aquele que já tenha passado por algo semelhante. Podemos dizer que coisas como o Universo, a vida, etc, têm uma linguagem própria - é a verdade -, mas no interior de um bom livro podemos encontrar tudo isso, quanto mais não seja, o pálido reflexo de todas essas realidades transcendentes formado pelo seu impacto em que escreve. A leitura é a alma do Mundo, tal como a alma de um ser humana, não contém tudo acerca do ser a quem pertence, mas contém de tudo um pouco...é...um dicionário.
Para terminar, um conselho: nunca desprezem os livros, eles são nossos amigos, sussurram-nos ao ouvido coisas que ninguém mais nos pode dizer de forma tão directa, coisas de uma riqueza e beleza singulares. E têm uma música própria. Cabe-nos a tarefa de a ouvirmos e de lhe prestarmos a devida atenção
Tomás Vicente nº27 11º3ª
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leituras
sábado, 22 de outubro de 2011
Ranking do Português
Soube-se há poucos dias que a nossa escola ficou em primeiro lugar no Ranking do Português do Ensino Básico, o que, naturalmente - e com razão! -, nos deixa a todos muito orgulhosos. Numa época em que, frequentemente, as classes mais jovens optam por, quase deliberadamente, mutilar a língua com o uso que dela fazem, é reconfortante saber que a nossa escola constitui uma excepção...ou, pelo menos, os resultados obtidos assim o mostram.
Parece que, afinal, a despeito de algumas coisas que se ouvem nos corredores, frases fugidias que em que nem sempre o verbo concorda com o sujeito (e mais outras características peculiares), na Escola Secundária de Vergílio Ferreira ainda se fala (e, espera-se, falar-se-á durante muito tempo) bom português. Não é à toa que o nosso patrono é este grande escritor!
domingo, 16 de outubro de 2011
Uma Crónica de José Luís Peixoto...
Na sua última crónica publicada pela revista Visão, na semana passada, o escritor José Luís Peixoto realça o valor e a importância dos
Professores no Presente e no Futuro. Eles são a Esperança.
O escritor lembra-nos a importância do nosso papel se, por ventura, nesta conjuntura economicista, alguma vez o tivéssemos esquecido.
Um ataque contra os professores é sempre um
ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os
professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança.
O escritor lembra-nos a importância do nosso papel se, por ventura, nesta conjuntura economicista, alguma vez o tivéssemos esquecido.
Um ataque contra os professores é sempre um
ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os
professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança.
O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais
um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que
não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a
neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos
reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para
percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os
professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu.
Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e
da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.
O material que é trabalhado pelos professores não pode
ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente
precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos
inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os
professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o
tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a
acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde
sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós
próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento
que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é
a generosidade.
Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim
pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos
professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de
tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é
transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de
professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os
filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O
acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores,
com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. O
conhecimento que enche as páginas dos manuais aumentou e mudou, mas a
essência daquilo que os professores fazem mantém-se. Essência, essa
palavra que os professores recordam ciclicamente, essa mesma palavra que
tendemos a esquecer.
Um ataque contra os professores é sempre um ataque
contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores,
pela sua prática, são os guardiões da esperança. Vemo-los a dar forma e
sentido à esperança de crianças e de jovens, aceitamos essa evidência,
mas falhamos perceber que são também eles que mantêm viva a esperança de
que todos necessitamos para existir, para respirar, para estarmos
vivos. Ai da sociedade que perdeu a esperança. Quem não tem esperança
não está vivo. Mesmo que ainda respire, já morreu.
Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a
esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar.
Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para
ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue
atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter
nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para
exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição.
Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio,
em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os
professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas,
opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um
instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de
matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única
solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser
questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.
Recusar a educação é recusar o desenvolvimento.
Se nos conseguirem convencer a desistir de deixar um
mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será tanto
daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão fundamental, o
erro primeiro será nosso por termos deixado que nos roubem a capacidade
de sonhar, a ambição, metade da humanidade que recebemos dos nossos
pais e dos nossos avós. Mas espero que não, acredito que não, não
esquecemos a lição que aprendemos e que continuamos a aprender todos os
dias com os professores. Tenho esperança.
José Luís Peixoto
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escritores
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Sobre Mitologia...na Actualidade
Muita gente pensa, talvez, que a
mitologia é algo ultrapassado, uma coisa cujo estudo já não nos proporciona nada.
Quem é desta opinião não poderia estar mais enganado, uma vez que cada
mitologia nos oferece um conhecimento valioso da maneira como os antigos povos
politeístas encaravam o mundo que os rodeava e o próprio ser humano.
As respostas
que encontraram para as suas dúvidas estão, em grande parte, reflectidas nas
suas crenças, que deram origem a canções, poemas e outros textos. Assim sendo,
este é um bem precioso. Além do seu interesse, devido à imagem que nos dá de uma
civilização perdida, a mitologia é também um manancial de expressões dos
sentimentos humanos através dos tempos que se perpetuam, ao longo dos séculos,
em belas histórias cujas páginas parecem estremecer de vida e autenticidade. São,
por isso, uma “enciclopédia” do que significou, ao longo das diferentes épocas
da História, ser-se humano, ter-se uma consciência de si próprio e carregar
sobre os ombros o peso da existência.
Assim,
com as suas alegorias e artifícios de deuses, gigantes, demónios, elfos e
outros que tais, as lendas antigas podem conceder-nos a bênção de ensinamentos
preciosos que devemos estimar e respeitar e valores humanos que, na sua
maioria, continuam actuais e são expressão de uma pureza emocional que se tem
vindo, em alguns aspectos, a perder, com o tempo e a modernização.
Tomás Vicente nº27, 11º3ª
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Oficina de escrita
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
O poeta sueco, Tomas Transtromer, ganhou o prémio Nobel da Literatura 2011
(...) No livro "21
poetas suecos", publicado em 1981 pela editora Vega, uma obra organizada
por Vasco Graça Moura e Ana Hatherly, surge o poema "Lisboa", onde o
poeta sueco destaca elementos típicos das zonas históricas da capital
portuguesa.
"No bairro de Alfama
os elétricos amarelos cantavam nas calçadas íngremes/Havia lá duas
cadeias. Uma era para ladrões/Acenavam através das grades/Gritavam que
lhes tirassem o retrato", escreveu Tomas Tranströmer.
"Mas aqui´, disse o condutor e riu à socapa como
se cortado ao meio/´aqui estão políticos'. Vi a fachada, a fachada, a
fachada e lá no cimo um homem à janela/tinha um óculo e olhava para o
mar", relata o laureado com o Nobel da Literatura 2011.
"Roupa branca no azul. Os muros quentes/As moscas
liam cartas microscópicas/Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora
de Lisboa/´será verdade ou só um sonho meu?´", finaliza o poeta sobre a
cidade junto ao Tejo.
Uma
passagem pelo Funchal também inspirou Tomas Transtromer, dedicando-lhe
um verso onde destaca o mar, a receita atlântica do peixe com tomate e a
"língua estranha".
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
A
galope no vento
O sol acordou de cara alegre. Senti que algo
de mágico e inesquecível iria acontecer.
Era muito cedo, mas o meu pai já estava lá
fora. Não consegui perceber o que fazia com tanta dedicação… Tentei espreitar
mais um pouquinho da janela às bolinhas cor-de-rosa, mas a ânsia era tanta que
tive de ir bisbilhotar…
Não queria acreditar quando, ainda meio
ensonada, dei por mim, lado a lado com a… Marquesa! Sim, foi assim que ficou.
Marquesa era o seu nome.
E fiquei Marquesa! Também nunca vou esquecer
a primeira vez que vi a minha cúmplice das corridas sem fim…
Nunca irei esquecer o que sentíamos as duas
quando cavalgávamos com o vento e ouvíamos o suave entrelaçar dos meus cascos e
da imaginação. Lembro-me também das minhas crinas voarem com a brisa da
primavera como andorinhas acabadas de chegar.
Nunca irei esquecer tudo o que passámos
juntas… Apesar de ter partido, continuamos sempre as melhores amigas, porque
ser amigo, mas amigo de verdade, é assim. Como nós fomos e seremos para sempre.
Mafalda Villa Martins
Nº
16 Turma: 7º 4ª
setembro
de 2011
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Oficina de escrita
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Base de Dados Cultural!
O Ministério da Educação do Brasil criou um site onde se pode ter acesso a fantásticas digitalizações de obras literárias, a música erudita e a pintura, entre outras coisas...mas este ambicioso projecto (732 obras digitalizadas, só de literatura portuguesa!) vai ser desactivado por desuso! Convida-se a comunidade escolar a explorar este site e a aproveitar as suas instrutivas possibilidades! Talvez com um pouco mais de divulgação e de utilização se possa impedir a perda de toda esta riqueza concentrada num lugar só. Para saber mais, consulta o site:

DESPACHA-TE! A CULTURA NÃO ESPERA POR TI!
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
30 de setembro - Dia do Diploma e Prémio de Mérito - 2010/2011
Começou assim o Dia do Diploma e Prémio de Mérito:
na mesa , a saudar os finalistas e respectivas famílias, estavam presentes a nossa Directora, Dra. Manuela Esperança, a Presidente do Conselho Geral, Dra Mª do Rosário Barros, o Presidente da Associação de Pais, Dr. Pedro Monteiro, a Dra. Maria João, também da Associação de Pais, o Dr. Carlos Veríssimo, adjunto da Direcção, e ainda o Dr. Eduardo Cruz, nosso mais recente "amigo" que se ofereceu para custear os prémios de mérito que, à última hora, o ME resolveu cancelar.
na mesa , a saudar os finalistas e respectivas famílias, estavam presentes a nossa Directora, Dra. Manuela Esperança, a Presidente do Conselho Geral, Dra Mª do Rosário Barros, o Presidente da Associação de Pais, Dr. Pedro Monteiro, a Dra. Maria João, também da Associação de Pais, o Dr. Carlos Veríssimo, adjunto da Direcção, e ainda o Dr. Eduardo Cruz, nosso mais recente "amigo" que se ofereceu para custear os prémios de mérito que, à última hora, o ME resolveu cancelar.
30 de setembro - Dia do Diploma e Prémio de Mérito2010/2011
Alguns alunos do actual 12º ano ofereceram aos colegas que este ano terminaram o secundário um pequeno espectáculo de poesia e música.
30 de setembro - Dia do Diploma e Prémio de Mérito - 2010/2011
Apresentamos as imagens das várias turmas com
os respectivos directores de turma no momento da entrega dos diplomas do
ensino secundário.
Infelizmente, a data escolhida pelo ME não propicia a presença de mais alunos, pois muitos já iniciaram as aulas na universidade.
Os alunos que receberam o Prémio de Mérito, Elisa Abrantes e Diogo Miranda
Infelizmente, a data escolhida pelo ME não propicia a presença de mais alunos, pois muitos já iniciaram as aulas na universidade.
Os alunos que receberam o Prémio de Mérito, Elisa Abrantes e Diogo Miranda
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Um poema para a nossa biblioteca
Há ainda menos de um ano, foram inauguradas as novas instalações da nossa biblioteca. Este poema foi escrito, um pouco mais tarde, em atenção a esse acontecimento, como uma pequena "nota de rodapé poética" à nova "casa dos livros"...ora leiam...
Novo Lar
As
sombras deslizam, delirantes
Da
doida alegria da novidade;
Sussurros
ocupam o espaço novo,
Transformando-o
no seu lar;
As
histórias comentam, expectantes
A
nova Biblioteca.
Os
raios de sol inclinam-se mais, lá fora;
Já
não há leitores inoportunos, agora;
Ouve-se
a porta a ser fechada
E
a chave na fechadura.
Luzes
apagadas.
Em
poucos minutos as prateleiras
Ficam
vazias e os livros, curiosos,
Saem,
apressados, a explorar
O
seu acolhedor novo lar.
Sossego
não há até nascer o dia,
Altura
em que o sol,
Com
os seus raios madrugadores, os guia
De
novo para o conforto do leito de madeira.
Acaba-se
a dança da noite,
A
chave é rodada e a azáfama começa.
Não
há indícios da insone festa sob a lua.
Percorro
os corredores entre estantes,
Há
calma e paz de espírito.
É
novo este sereno lar,
Mas
não sinto, porém, a estranheza prevista;
Há
por ali um estranha quietude a vogar,
Uma
recordação da antiga casa,
Do
encanto do que já se perdeu.
Tomás Vicente
Tomás Vicente
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Oficina de Escrita Criativa
domingo, 25 de setembro de 2011
Há Histórias e Histórias...
Histórias há muitas? Não! Há HISTÓRIAS e histórias. Há umas boas, que fazem os olhos voar ao sabor das páginas e a imaginação ao sabor do vento da história; há outras menos boas, um meio-termo, que podem até estar bem escritas, ter um vocabulário rico, uma abordagem interessante mas que, por alguma razão, não nos falam ao coração; há também aquelas que são o "pãozinho sem sal" das bibliotecas e que não aquecem nem arrefecem, são fáceis de ler e nas quais os seus autores não mostram significativo talento; depois há aquelas que já nem merecem, não digo um lugar na prateleira, porque, à semelhança das crianças, os livros não escolhem o conteúdo, que se lhes dê muita atenção, quer sejam tolas ou arrepiantes. E, acima de tudo, há aquelas histórias que ficam na memória para sempre, não importa quantas outras desfilem, depois, à frente dos nossos olhos. Neste texto, quero, acima de tudo, partilhar a opinião que me ficou da leitura de um livro que descobri, o ano passado, na biblioteca da nossa escola.
Apesar de, muitas vezes, termos oportunidade de constatar que as prateleiras são, cada vez mais, invadidas por histórias muito pouco enriquecedoras, não se pode dizer exactamente que seja muito difícil encontrar livros realmente bons. Ainda assim, quando requisitei à biblioteca e li o livro Escrito a Lápis, de Margarida Fonseca Santos, fiquei maravilhado.
Este é, sem dúvida, um daqueles livros que, depois de lidos, jamais se esquece. A história, de uma rara pureza singela e realista - e, ao mesmo tempo, com um quê de onírico - é uma das mais belas que já li - e, também, uma das mais comoventes!
É raro alcançar-se um livro que exponha tão habilmente a complexidade das relações humanas e a variedade de panos de fundo que as emoções dos seres humanos podem tecer. É raro ler-se um livro, ao mesmo tempo tão terreno e dotado deste alcance formidável e intemporal. Digo intemporal porque, por muito que as expressões do sentir tenham, ao longo dos séculos, evoluído e se tenham diferenciado, o sentir humano não conhece barreiras temporais e atravessa os séculos, intocado, inalterado e imaculado.
Neste livro, Margarida Fonseca Santos pinta, em traços firmes e simples, um quadro que nos dá a conhecer a cara e a expressão da verdadeira Amizade e do verdadeiro Amor. Um livro a ser lido e relido, pois tem muito para ensinar a cada um de nós, que, por vezes, com a azáfama dos dias, nos esquecemos do aspecto verdadeiro destes dois conceitos metafísicos que constituem um dos pilares da existência do ser humano enquanto tal.
Tomás Vicente, nº 27, 11º3ª
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Oficina de Escrita Criativa
Mia Couto fala sobre o Medo
Mia Couto fala sobre o medo...numa brilhante exposição do tema! Como ele diz, "o medo é um dos nossos primeiros mestres". Muito interessante. Ora vejam...
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Conhecer o escritor Gonçalo M. Tavares
Gonçalo M.Tavares é um dos escritores que vamos convidar para um encontro com os alunos do 12º ano
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
14 de Setembro - Dia da Apresentação
Tal como no ano passado, os novos alunos de 7º ano foram recebidos no átrio da entrada, ao som da música do Manuel Sant'Ovaia e com as palavras amigas da nossa Directora.
Estiveram também presentes os directores de turma e a professora bibliotecária.
Estiveram também presentes os directores de turma e a professora bibliotecária.
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