quinta-feira, 29 de março de 2012

António Carlos Cortês, professor e poeta

No dia 22 de Março, no primeiro tempo da manhã, como parte dos eventos da semana cultural, recebemos a visita, no grande auditório, do prof. António Carlos Cortês, antigo aluno da nossa escola, e de dois ex-alunos que agora frequentam a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Estes convidados vieram falar a algumas turmas do 11º e 12º anos acerca da sua experiência como alunos da nossa escola e da passagem para o ensino superior.

                                    
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António Carlos Cortez (n.1976) escreve sobre poesia no Jornal de Letras e tem artigos publicados nas revistas Relâmpago, O Escritor e Colóquio Letras.
Como poeta estreou-se em 1999 com Ritos de Passagem a que se seguiram Um Barco no Rio (2002), A Sombra no Limite (2004) e À Flor da Pele (2007).
É ainda autor de um livro de crítica de poesia: Nos Passos da Poesia (2005).

Ensina Literatura Portuguesa no Ensino Secundário.

quinta-feira, 22 de março de 2012

"Todos Iguais, Todos Diferentes"

No dia 9 de Março de 2012, a professora Manuela Ramos, da nossa escola, foi à EB 2+3 de Telheiras nº1 para um encontro (que foi um sucesso) com alunos do 8º ano no âmbito das comemorações da semana da leitura, sessão essa que teve como título o lema "Todos Iguais, Todos Diferentes". Debatidos nesse encontro foram os livros O Diário de Zlata, O Rapaz do Pijama às Riscas e O Diário de Anne Frank...


Podes ler mais sobre este encontro acedendo ao blogue da Escola Básica de Telheiras, www.oblogdocre.blogspot.com

terça-feira, 20 de março de 2012

"O Leopardo"


Durante a manhã do dia 20 de Março, a professora Helena Castro Silva e os alunos da turma 11ª9ª, de Humanidades, organizaram, no auditório, uma sessão de cinema em que foi exibido o filme "O Leopardo", de Luchino Visconti, cujo visionamento foi seguido de apresentações por parte dos alunos, com base no trabalho de pesquisa efectuado no âmbito da unificação italiana.

quarta-feira, 14 de março de 2012

ESTATÍSTICA DAS LEITURAS NA BIBLIOTECA

Este trabalho de estatística sobre as leituras na biblioteca tem sido feito pelo aluno, João Louro, 12º11º, como atividade do estágio profissional

segunda-feira, 12 de março de 2012

Cristina Taquelin - Mediadora de leitura


Promover a leitura é um trabalho de muitos intervenientes. Precisamos de ter consciência disso e não pensar que é apenas uma tarefa dos professores de Português e dos bibliotecários. Estes têm responsabilidades acrescidas, mas não esqueçamos que esta é uma atividade transversal e que os nossos alunos podem ler uma grande diversidade de livros e não apenas a literatura juvenil. A biblioteca oferece grande variedade e responde a gostos muito diferentes. Queremos pedir às família que não desistam e pedir aos nossos professores que ponham as leituras na agenda, elas podem ser muito variadas, das ciências às letras. Conheçam a vossa biblioteca! Procurem os livros que vos agradam! Boas leituras!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Dia da Mulher




Trabalhadora Silenciosa


para a minha Avó...

Amanhecia no campo da vida
E, pelo trilho tortuoso, em penosa subida,
Ia uma mulher, carregada de fardos,
Que  tudo enfrentava e suportava
Com corajosa paciência e determinação
De quem não se importa com os cardos 
Que a sorte o seu percurso ornava.

Muitos quilómetros fez ela assim,
Todos os obstáculos transpondo
Sem que vez alguma bradasse ao céu redondo
Que era dura a crueldade do destino.

Anoitecia agora sob o céu,
Ia já velha e curvada
Mas nunca vergada.
Tomás Vicente, nº27, 11º3ª



sábado, 3 de março de 2012

Projeto Ler+ - Primeiro Encontro de Leitores

A biblioteca promoveu um encontro de leitores da nossa escola que agradou a toda a comunidade escolar. Prometemos, pois, repetir no dia Mundial do Livro.
Pela primeira vez, tivemos a presença de professores,  funcionários, de um representante da Associação de Pais e de uma pessoa da nossa comunidade muito querida dos nossos alunos, a D. Cila, proprietária do café mais perto da nossa escola.
                              Os alunos foram brilhantes. Aqui vos deixamos alguns momentos.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Dia 28 - Carlos Ademar, autor de livros policiais estará na nossa escola

Carlos Ademar é licenciado em História e investigador policial.
Sempre gostou de escrever e, há alguns anos, decidiu utilizar a sua rica experiência profissional para a sua escrita. O resultado são vários livros muito bem aceites pelo público, sendo o último O Bairro.

«O Bairro», editado pela Oficina do Livro, é a nova obra de Carlos Ademar, um livro que tem a dura realidade como tema de fundo.

«Manuel Sousa, agente da PSP, é assassinado num bairro às portas de Lisboa. A Polícia Judiciária está a começar a investigação quando é surpreendida pela notícia da morte de mais dois agentes. Quase ao mesmo tempo, um traficante de droga é deixado sem vida no Serviço de Urgência de um hospital. O que têm em comum estes factos? O bairro.
O país fala destes casos, os jornais e as televisões fazem eco das preocupações sociais, a hierarquia policial e a tutela política exigem respostas aos investigadores. O chefe Barata, a pouco tempo de se reformar, encara este caso como o seu derradeiro desafio.
«O Bairro», baseado numa história verídica, é o retrato intenso de um mundo onde o crime e a honestidade convivem diariamente, onde prolifera o sentimento de abandono a que foi votado quem ali cresceu, para onde foi viver quem não tinha alternativa e onde é real a coragem de suportar o estigma de um nome. Mais do que um romance, «O Bairro» é a metáfora de tantos vulcões existentes em redor das grandes cidades contemporâneas, cuja eventual erupção todos temos o dever de evitar.»

Conheça o autor nesta entrevista!


Um Livro. Porque Sim: Estranha Forma de Vida

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ler+ na Vergílio Ferreira - Dia da Escola

A biblioteca promoveu um encontro de leitores da nossa escola que agradou a toda a comunidade escolar. Prometemos, pois, repetir no dia Mundial do Livro.
Pela primeira vez, tivemos a presença de professores,  funcionários, de um representante da Associação de Pais e de uma pessoa da nossa comunidade muito querida dos nossos alunos, a D. Cila, proprietária do café mais perto da nossa escola.
                              Os alunos foram brilhantes. Aqui vos deixamos alguns momentos.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dia da Escola - Teatro - Na noite em que prenderam o Pai Natal


Aluna do 12º ano tinha o sonho de criar um grupo de teatro na sua escola e, com a ajuda dos colegas e da professora, conseguiu. José Eduardo Agualusa foi o autor escolhido para estreia. Este filme é parte do cenário da peça.




Alice Vieira na Vergílio Ferreira

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Os leitores contam-nos...


“O Mandarim” de Eça de Queirós

Um dos livros que mais me marcou foi “O Mandarim” de Eça de Queirós. Eça de Queirós é um dos melhores escritores Portugueses de todos os tempos e, também, um dos meus favoritos.
”O Mandarim” conta-nos a história de um homem que se depara com um estranho botão vermelho. Explicado por um personagem bizarro, este diz-lhe que através desse botão poderá aceder a uma enorme fortuna de um velho imperador chinês. Porém, apoderar-se da fortuna implica matar esse mandarim.
A personagem principal era pobre e vivia numa casa alugada, razões que pesaram na sua decisão de carregar no botão. Porém, após herdar a fortuna, apercebe-se que ser rico não é apenas um “mar de rosas”. Este depara-se com múltiplas situações frustrantes, que o fazem querer desistir da fortuna herdada. Situações estas que o fizeram perceber que o velho imperador provavelmente tinha família, e que os seus filhos e mulher, após este se ter apoderado da sua fortuna, poderiam estar a viver na miséria.
Este livro mostra às pessoas que ninguém pode apoderar-se de uma grande fortuna, sem antes trabalhar para isso. Mostra-nos também que devemos reflectir nas situações antes de tomar uma decisão, pois esta poderá ter implicações futuras. A mensagem transmitida por este livro e a linguagem simples e sucinta são aspectos que me agradam neste livro.
                                                                                                                                  Nuno Antunes - 10º 8ª

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Os leitores contam-nos...


A China de Ontem e de Hoje”

Um dos livros que mais me fascinou foi “Cisnes Selvagens”, de Jung Chang.
Este livro leva-nos a conhecer os antepassados da autora, que viviam numa China ancestral, conduzindo-nos através da vida desta família até ao momento em que Mao Ze-Dong morre.
O conteúdo desta obra é divinal, não havendo, de certeza absoluta, um livro que relate tão detalhadamente a vida da China e, na minha opinião, é também incrível a proximidade de certos relatos desta obra com outros grandes livros, como por exemplo “O Diário de Anne Frank”. Como será possível que tais horrores consigam existir, de forma tão semelhante, em partes tão diferentes do mundo?
Do meu ponto de vista, esta obra é enorme em termos humanos sendo que é uma das características que a torna inigualável pois mostra-nos o sofrimento das pessoas chinesas, mortas, a labutar doze horas por dia, em fábricas sem condições, apenas comendo pão; as crianças mortas, por raiva, e as mulheres não respeitadas pela sociedade, nem pelo governo, nem por ninguém. Jung Chang consegue nas suas personagens retratar todos estes chineses, as suas histórias e, de certa forma, a essência do seu ser.
Por outro lado, este livro é também muito interessante em termos políticos e económicos, uma vez que se “visualiza” o avanço da China, de um país insignificante, disputado pelos senhores da guerra, até à China comunista, um país com a maior população mundial, a maior produção industrial e agrícola do mundo. Contudo o progresso trouxe também consigo a ganância do poder, o “desaparecimento” de pessoas e uma China que não respeita ninguém, apenas os seus interesses.
Assim, posso seguramente dizer que este livro pertence aos poucos que ainda nos consegue colocar no local onde se desenrola a acção. Qualquer leitor deve “arrancar” este livro da estante e com ele trilhar os caminhos de um país mais antigo que a religião cristã.
Uma história sem precedentes!
João Barata, nº9, 10º 6ª

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Avalon Theatre Company 16 e 26 de janeiro


                  Avalon Theatre Company vem à nossa ecola






                                              Learn English!
                                              Enjoy the plays!
                                                  Have fun!

                     16 de janeiro - alunos do ensino secundário
                        26 de janeiro - alunos do ensino básico

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A escritora Alice Vieira vem à nossa escola




Um grupo de alunos da turma 1ª do 8º ano, em colaboração com a professora de Língua Portuguesa, Ana Cirne, convidou a escritora Alice Vieira para vir à nossa ecola.
Ela estará presente para uma conferência sobre leituras no dia 17 de janeiro às 10h, no novo auditório.
Lembramos que Alice Vieira é uma das escritoras mais lidas pelos nossos jovens.

domingo, 11 de dezembro de 2011



Celebrar o Dia Internacional dos Direitos Humanos



Enquanto a cor da pele for mais importante do que o brilho dos olhos existirá guerra.

          Mafalda Martins e Rita Raposo- 7º4ª




sábado, 10 de dezembro de 2011

Reflexão


            Desde sempre, tenho ouvido dizer que as crianças são o melhor que há no mundo. Elas são puras, simples e adoráveis.
            A sua educação é algo fundamental. A verdade é que os pais/família têm o dever de as acompanhar, ao longo da sua infância e adolescência. Pais ausentes, que atiram apenas para a escola a responsabilidade de educar os seus filhos, deviam ser responsabilizados por esta sua atitude. As crianças/adolescentes precisam de sentir que alguém se interessa por eles, que lhes impõem algumas regras, que alguém esteja lá quando precisam de partilhar alegrias, tristezas ou dificuldades. Viver sem o controlo de um adulto poderá ser meio caminho andado para uma vida sem objectivos, sem sonhos, sem organização, sem valores…
            A meu ver, as crianças também não podem ser o centro de todas as atenções. A família não pode viver em função dos seus desejos e birras. Isso só fará com que as crianças pensem que são os donos do mundo. Há que marcar limites e fazer-lhes ver que se têm direito ao amor, à atenção e ao bem-estar, também têm alguns deveres, como por exemplo, respeitar, obedecer e cumprir as suas tarefas.
            O amor, a atenção, as regras, as críticas, os conselhos dos pais/família são, na minha opinião, elementos essenciais para que, na vida futura, a criança seja um adulto equilibrado, responsável e bem sucedido.




Ricardo Amaral
Nº26      10º8

domingo, 23 de outubro de 2011

A Leitura como Alma do Mundo

A leitura é uma seca? Ler é chato? Isso são preconceitos infundados. Há um ditado popular - muito terra-a-terra, como é hábito dos ditados - que reza que quem sabe da tenda é o tendeiro. Assim, também apenas quem lê pode dizer se ler é ou não uma seca. Eu, pessoalmente, acho que pode ser bastante molhado...há livros que até nos arrancam lágrimas! 

Em todo o caso, o problema não se fica por aqui. Estas frases-feitas acerca da leitura são totalmente infundadas, mas isso não impede que se espalhem como uma doença. Às tantas, já se torna uma moda dizer que ler é uma seca, o que acaba por fazer com que se afastem da leitura todo um universo de possíveis leitores que, apesar de até terem em si o bichinho da leitura, não se atrevem a deixá-lo florescer porque não querem sair da moda. Há que romper com preconceitos e tomar consciência do que nós próprios somos. Somos apenas uns míseros seguidores de modas? Ou somos algo mais? Terá o nosso espírito profundidade suficiente para ser diferente e aceitar a diferença, para não aderir a algo só por não ter fibra para suficiente para defender sozinho um dado ponto de vista? 

Nunca é demais lembrar que a leitura não é um fardo, é um dom. A arte de ler não é senão sublime. Acho que para que isto seja bem entendido, é forçoso tentar explicar o que é, de facto, o acto de ler. É perturbador perceber-se que algo tão belo está sempre - falsamente - associado a "coisas que não interessam". Cuidam as pessoas que a literatura é apenas manuais de instruções ou livros de escola? Para já, há livros de escola muito interessantes, mas passemos adiante. 

Na literatura, encontra-se muito mais do que um infindável obstáculo; o texto escrito é muito mais que uma prova de obstinação; a palavra escrita tem um propósito e um significado. Através de histórias e livros, percebemos tudo muito melhor, conhecemos o produto da experiência de outrem, recebendo o que há de melhor e ficando de sobreaviso para o que é pior. Nada existe no Universo que não possa ser expresso através de palavras. Não digo contido em palavras, porque há coisas que não cabem nos vocábulos que existem, apesar da sua variedade - por exemplo (ou eu assim o encaro), toda a expressão de sentimentos humanos mais elevados faz-se através de metáforas, pois não há termos onde caiba...o sentir humano ultrapassa a linguagem falada ou escrita. No entanto, esse "código" metafórico é susceptível de ser interpretado por todo aquele que já tenha passado por algo semelhante. Podemos dizer que coisas como o Universo, a vida, etc, têm uma linguagem própria - é a verdade -, mas no interior de um bom livro podemos encontrar tudo isso, quanto mais não seja, o pálido reflexo de todas essas realidades transcendentes formado pelo seu impacto em que escreve. A leitura é a alma do Mundo, tal como a alma de um ser humana, não contém tudo acerca do ser a quem pertence, mas contém de tudo um pouco...é...um dicionário.

Para terminar, um conselho: nunca desprezem os livros, eles são nossos amigos, sussurram-nos ao ouvido coisas que ninguém mais nos pode dizer de forma tão directa, coisas de uma riqueza e beleza singulares. E têm uma música própria. Cabe-nos a tarefa de a ouvirmos e de lhe prestarmos a devida atenção

Tomás Vicente nº27 11º3ª