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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sobre Mitologia...na Actualidade


Muita gente pensa, talvez, que a mitologia é algo ultrapassado, uma coisa cujo estudo já não nos proporciona nada. Quem é desta opinião não poderia estar mais enganado, uma vez que cada mitologia nos oferece um conhecimento valioso da maneira como os antigos povos politeístas encaravam o mundo que os rodeava e o próprio ser humano.

As respostas que encontraram para as suas dúvidas estão, em grande parte, reflectidas nas suas crenças, que deram origem a canções, poemas e outros textos. Assim sendo, este é um bem precioso. Além do seu interesse, devido à imagem que nos dá de uma civilização perdida, a mitologia é também um manancial de expressões dos sentimentos humanos através dos tempos que se perpetuam, ao longo dos séculos, em belas histórias cujas páginas parecem estremecer de vida e autenticidade. São, por isso, uma “enciclopédia” do que significou, ao longo das diferentes épocas da História, ser-se humano, ter-se uma consciência de si próprio e carregar sobre os ombros o peso da existência.

Assim, com as suas alegorias e artifícios de deuses, gigantes, demónios, elfos e outros que tais, as lendas antigas podem conceder-nos a bênção de ensinamentos preciosos que devemos estimar e respeitar e valores humanos que, na sua maioria, continuam actuais e são expressão de uma pureza emocional que se tem vindo, em alguns aspectos, a perder, com o tempo e a modernização.

Tomás Vicente nº27, 11º3ª

quinta-feira, 6 de outubro de 2011



A galope no vento

O sol acordou de cara alegre. Senti que algo de mágico e inesquecível iria acontecer.
Era muito cedo, mas o meu pai já estava lá fora. Não consegui perceber o que fazia com tanta dedicação… Tentei espreitar mais um pouquinho da janela às bolinhas cor-de-rosa, mas a ânsia era tanta que tive de ir bisbilhotar…
Não queria acreditar quando, ainda meio ensonada, dei por mim, lado a lado com a… Marquesa! Sim, foi assim que ficou. Marquesa era o seu nome.

E fiquei Marquesa! Também nunca vou esquecer a primeira vez que vi a minha cúmplice das corridas sem fim…
Nunca irei esquecer o que sentíamos as duas quando cavalgávamos com o vento e ouvíamos o suave entrelaçar dos meus cascos e da imaginação. Lembro-me também das minhas crinas voarem com a brisa da primavera como andorinhas acabadas de chegar.
Nunca irei esquecer tudo o que passámos juntas… Apesar de ter partido, continuamos sempre as melhores amigas, porque ser amigo, mas amigo de verdade, é assim. Como nós fomos e seremos para sempre.

Mafalda Villa Martins
Nº 16        Turma: 7º 4ª

setembro de 2011

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Escrita Criativa - Professores









A biblioteca promoveu para os professores da nossa escola que se quiseram inscrever um work-shop de escrita criativa dinamizado pela escritora Margarida Fonseca Santos que decorreu em Novembro.
Todos ficaram com vontade de repetir a experiência e fica, desde já, a promessa de convidar a escritora para o próximo ano.



segunda-feira, 1 de março de 2010

Escrita Criativa

Se eu fosse... uma vítima da Inquisição



Eu ainda me lembro quando era mais pequena e ouvia histórias sobre bruxas que voavam em vassouras à noite (e principalmente em noites de lua cheia), que faziam feitiços, transformavam as pessoas em animais e que eram más. Mas nunca, nunca imaginei que fosse uma das várias mulheres suspeitas de o serem; sem nada de mal terem feito ao longo da vida, sem nunca terem pecado ou cometido um crime.
Fui arrastada da minha casa sem saber ao certo do que estava a ser acusada, fui despida e submetida a um rigoroso exame em busca das marcas de Satanás. Sardas, verrugas e um mamilo grande eram considerados alguns dos sinais de que eu, a mulher, teria tido contacto com as forças do mal.
Sabia que a minha única alternativa era confessar e retratar-me, renunciar à minha fé e aceitar o domínio e a autoridade da Igreja Católica, e foi isso que eu fiz. Fingi ser uma bruxa e confessei todos os feitiços que fiz até àquele momento, todos os males, e fui condenada à morte na fogueira. Isto porque muitas das acusadas confessavam aquilo que os inquisidores queriam ouvir, confessavam qualquer coisa que as livrasse de outros meios de tortura, de outros suplícios, sendo a execução – quase inevitável após a confissão – considerada por elas como um alívio para os seus sofrimentos.
Neste momento, encontro-me no Terreiro do Paço, em Lisboa, a caminho da fogueira. Existe uma enorme multidão a assistir à morte de vários condenados. Eu sabia que punir publicamente era uma forma de constranger e intimidar a população e achava isso horrível. Não cheguei a descobrir quem me tinha denunciado e porquê. Talvez me culpassem por uma doença de um familiar ou de animais domésticos, mas já é tarde. Despeço-me deste mundo com uma lágrima a escorrer-me pela cara...




Mariana Freire
Nº16 8º5ª

terça-feira, 31 de março de 2009

Escrita Criativa

Na semana cultural,a sala B3 é espaço de criatividade
No dia das Línguas, como é tradição da semana cultural, desde há oito anos, os alunos podem dirigir-se à sala B3 para escreverem textos criativos em três línguas, com base nas propostas de escrita que estão expostas na sala.
Em Maio, serão divulgados os resultados deste concurso e haverá prémios como também já é habitual.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Premiados do Concurso Linhas e Letras- Plano Nacional de Leitura

ANDREIA CRISTINA DA SILVA FRAZÃO, 12 ANOS
Residente na Lourinhã



O que nos vai na alma


O cão ladra.
O homem fala.
O cão rosna.
O homem grita.
O cão gane.
O homem chora.
O homem finge.

E o cão?
O cão não!




JOÃO DIOGO FONTES VICENTE, 11 ANOS
Residente na Lourinhã



POEMA

Cão passeia dono
Dono passeia cão
Quem passeia quem
É essa a questão.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Aula de Substituição ...

“A Escola é o local de crescimento por excelência” (Sofia Barrocas)



A escola não é apenas o teu destino rotineiro das oito da manhã,

É mais que isso,

É mais que um compromisso,

É o início de um amanhã...

Acordas cedo,

Sem vontade de levantar,

Não tenhas medo,

É só mais um dia que vai passar.

Chegas à escola,

Quase na hora de entrar…

Vai lá, vai para a aula,

Não te podes “baldar.”

Entras na sala

E é uma aula de substituição…

“Não posso crer,

Até parece maldição!”

Professora desconhecida

Lê um artigo sobre a escola,

Diz fazer parte da nossa vida,

Jamais irá embora.

Momentos juntos partilhados

Fica a vivência

Com professores, amigos e empregados

Neste local de crescimento por excelência

E, nesta carteira,

Com uma caneta na mão,

Dedico à Vergílio Ferreira

Pedaços da minha inspiração.


Andreia Alexandre

Maria Teixeira

12º 4ª

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Olhares jovens sobre a velhice


O Senhor das Horas

“Tem horas?”, perguntava como se estivesse, impacientemente, na expectativa de ser aquela a sua hora. Debruçado sobre uma varanda esquecida, repetia a pergunta a todos os que passavam na sua rua. Poucos eram os que respondiam. Uns riam-se e nem uma palavra pronunciavam e outros lá retorquiam por culpa da pena.
“Tem horas, menina?”, perguntou-me certo dia. “São nove e cinquenta” e segui o meu caminho. Quando parei, olhei para trás. Toda aquela imagem cinzenta e antiquada do casarão e o seu senhor contrastava com um ambiente urbano, repleto de estudantes com um mundo inteiro por descobrir e tantas respostas por obter. A única resposta que o “senhor das horas” precisava era aquela, “são nove e cinquenta”. Nada mais procurava saber. Essa era agora a sua vida, entregue a duas palavras. Esquecido, acompanhado pela solidão, perdido no tempo, esperando…


Maria Palma Graça Teixeira
12.º 4.ª

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Adeus


Primeiro Prémio do Concurso de Escrita Criativa - Ensino Secundário

Adeus.

É assim que acaba. É tão simples, tão comum. E só assim, tão sozinho, parece mesmo ser para sempre. Parece um…

-Adeus, nunca mais nos vemos.

E é triste e é belo. Pelo menos parece. Mas pode ser melhor.

Posso segurar a porta de minha casa, entregar-te um papel.

- Foi aquilo que me pediste. Lembras-te?

Sim, é claro que te lembras. Olhas o papel em melancolia. E eu espelho o eu olhar.

-Sim.

Seguras o que te dou, levemente. Os teus dedos são grossos e a pele da tua mão suave.

Ninguém chora. Não há razão. Conhecemo-nos demasiado bem.

E não dizemos adeus. Não. Olhas para mim e comprimes os lábios. Triste. Com o ar de quem não quer, não deixa dizer adeus. Ou não pode. Mais isso.

Ainda falamos?

Mas não posso ouvir a resposta. Tenho que fechar a porta e tu, sozinha, tens que olhar para o papel que te dei. É o que te digo. É o que me dizes. É um…

- Adeus. Eu sei que a vida continua. Ao menos tento saber.

Eventualmente, é nisso que me tornei. No nosso adeus. Repetido ao nível da loucura.

Bernardo Mayer 12º 8ª

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Mudar o Mundo

Vou desenvolver, neste pequeno texto, um tema polémico nos dias de hoje: viver num Mundo justo. Sou uma jovem cidadã que dá rumo à sua vida segundo ideais, aos quais devo a minha constante vontade de mudar o Mundo. Contudo, tanto eu como outros jovens cidadãos podemos marcar a diferença, basta darmos um primeiro passo nesta sociedade. A descriminação está a tomar uma dimensão preocupante nos dias de hoje, uma vez que temos contacto com ela, constantemente: nas escolas, nas ruas ou na televisão. Mas como podemos nós terminar com esse flagelo social? De facto, pôr-lhe termo não é possível, mas não contribuir para o respectivo aumento já seria um grande passo.

Outro dos grandes contrastes da sociedade é a desigualdade na distribuição da riqueza: há cada vez ricos mais ricos, e pobres mais pobres. Ao pensar neste problema decerto que muitos dirão que a culpa é do Estado, que a culpa é de quem está no poder e não apresenta mudanças nesse sentido, mas será mesmo assim? Talvez possamos ajudar também. Existem organizações e associações que trabalham em prol da igualdade. Por exemplo, o Banco Alimentar contra a fome ou a Ajuda de Berço.

Em jeito de conclusão, afirmo que irei continuar a levar a vida que levo até hoje: continuarei a querer ir visitar os doentes que estão nos hospitais sozinhos, a lutar pela igualdade, a ter fé em Deus e crer que um dia o Mundo possa mudar e prosseguerei o meu sonho de ser medica humanitária. Espero esperençosamente poder partilhar os meus projectos de vida com mais jovens, para que todos juntos tenhamos um Mundo melhor. Temos a tela e os pincéis, dão-nos o preto e o branco e dizem-nos que é difícil, se não impossível, usar outras cores. Mas não temos a caixa de tinta? O Mundo está nas nossas mãos.

Maria Falcão
10º4ª

domingo, 2 de março de 2008

Violação dos Direitos Humanos



Violação dos Direitos Humanos

Quando as armas estão prontas, o bom senso vai-se embora
(provérbio árabe)

Hoje em dia, muitas pessoas vêem os seus direitos violados pela comunidade.
Nos países pobres, o direito à educação, à alimentação, e à segurança, são direitos que “só se cumprem pela boca”, por outras palavras, na vida prática não acontece. As crianças não vão para a escola, ficam em casa a ajudar os pais, e alguns morrem por falta de nutrição. Será este mundo tão cruel, ao ponto de deixar crianças e adultos a morrer à fome? Seremos nós quase tão cruéis como aqueles que matam por prazer?!
Apesar de tudo, não posso deixar de referir que há ajudas internacionais para esses países e que, graças a elas, têm vindo a diminuir muitos casos de morte e doenças.Temos também o direito à liberdade de expressão e de pensamento. Deveríamos calar-nos? Até nas aulas, temos direito à nossa opinião, mas ,claro, tendo limites. A nossa liberdade acaba quando a do outro começa.
Todos temos, portanto o direito de ser livres e de não sermos escravos de ninguém. Há ainda centenas de jovens a trabalhar, escravizados e, alguns, com um salário... Um salário mínimo que nem consegue alimentá-los a eles e às suas família. Deveríamos TODOS ser livres de escolher, livres para trabalhar justamente, livres para arcarmos com as consequências dos nossos actos.

Sara Marques

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

A Duas Vozes

Bruno:
enquanto Ser(es)' enquanto houver terras para pisar e novos ares para respirar... nós, lá estaremos para mais sentidos e sentimentos e gritos, clamar! não nos podem tirar a prosa, a poesia, nem nada! não nos podem calar a voz, porque, o que há em nós é tudo, é de nós e ao nosso Ser pertence...

Catarina:
porque ser, faz de mim existência ,viajo, morro, renasço, represento, reencarno por me saber vida.
grito, por ser qualquer coisa, por me saber verdade de espírito cansado, da eterna escrita compulsiva que se faz, em mim, doença.

Bruno:
então que me torne fraco, com tamanha enfermidade capaz de me tragar, que é assim que quero viver!

Catarina:
total .. totalmente para a escrita. que me arrecade o pensamento, a vida, que rasgue e leve -sem perda de tempo- corpo, alma, espírito e mente.




Feito por bruno portugal de matos e catarina alexandra rosa

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

La Saint Valentin - Le 14, février 2008

O Os alunos de Francês escreveram mensagens de amor, umas anónimas outras com destinatário, e vieram ao CRE, onde criámos La Poste de l'Amour para que todos eles viessem receber a sua mensagem.
Foi uma oportunidade para usar a linguagem dos sentimentos e foi bem divertido!
Participaram as turmas: 7º1ª, 7º2, 8º1ª,8º3ª,9º2ª e 9º4ª.
Pedimos desculpa por alguns pequenos erros impossíveis de corrigir depois das "obras de arte" executadas.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O amor eras tu

Não tardou a anoitecer. Eram oito da noite e bailavam freneticamente. Beijavam-se e bailavam. Deixavam-se levar, docemente, pela incrível solidão daquele seu baile a dois, procurando, um no outro, o destino por que ansiavam desde o primeiro momento em que tinham dado a mão a alguém, desde o primeiro beijo, da primeira carícia que se tinham atrevido a dar ao primeiro amor.
Um pé para a esquerda, uma anca para a direita. Assim seguiam o ritmo do amor, escondendo nestes passos ritmados todas as fraquezas e impossíveis que os voltariam a assolar quando a música terminasse, uma música que unia, fascinando esses corações frágeis e inocentes que batiam mais rápido do que o ritmo da dança.
Ele sorria, limpo, bonito e confiante de todos os passos dessa melodia do amor. Dizia-se apaixonado. Ela sorria, calma, submissa, cega e amando aquela dança subtil e sua.
Por fim, o gira-discos atolou-se de pó; o vinil era então impedido de girar. Ela chorava como se a sua vida tivesse terminado naquele instante, ou pelo menos a vida feliz. Ele tentava cantar uma nova música, mas não sabia reproduzir a do amor. Não sabia como trazer a felicidade de volta para ela, a sua pequena... amada?
Apertou a sua mão contra a dela. Dirigiram-se ao cume mais alto, íngreme e fascinante do lugar onde se encontravam. Diziam ser o paraíso, talvez fosse um novo caminho para a felicidade pela qual ela tanto chorava e pedia de volta. Ela e ele. Eles. Talvez os pássaros trouxessem uma nova melodia do amor.. Talvez.
Encontravam-se, então, em cima do cume. Ela chorava agora de alegria, de vontade de viver. Ele olhava, esperançado de poder voltar a dançar com a sua amada. Não ouvia nada, apenas o mar que embate contra as rochas, lá no fundo ; apenas o pânico e desilusão que o assolava. 'Como poderia ela ser feliz ali?'- pensava. Como poderia ela deixá-lo, solitário e pouco entendido? O amor não era um gira-discos? Não era uma dança ritmada? O amor não era 'eles'?
Atirou-a do cume no preciso momento em que esta contemplava o pássaro que pousara no ramo da árvore velha e gasta. Ela caiu, ele ouviu o barulho do seu corpo a embater nas rochas. Aquele também não era o som do seu vinil comido pelo pó. Deitou-se no chão. Gritou : 'O AMOR ERAS TU!'. E deixou-se então ali. No paraíso do vale. Na mentira da dúvida. Na perdição de si mesmo. Sem baile ou sequer melodia para o amparar numa nova dança do amor.

Rita,11º7ª

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

‘Objecto da nossa Afeição’

há uma espécie de coisa estranha,
superior às forças da natureza

rica em energia suficiente
e apta para nos renovar.

é qualquer coisa superior aos demais...

profere-se ser sentimento convulso
que sustém o hábito de penetrar
em desconhecidas sensibilidades morais

é capaz de nos elevar,
à maior das Altitudes,
a um estado de contentamento eufórico...!

porém, não priva a comparência da fatalidade
que é matéria amarga
para quem se encontra Distante;

tornando-se cadáver
quem consome esta Estranheza...

bruno portugal 07.08

há uma espécie de coisa estranha,
superior às forças da natureza

rica em energia suficiente
e apta para nos renovar.

é qualquer coisa superior aos demais...

profere-se ser sentimento convulso
que sustém o hábito de penetrar
em desconhecidas sensibilidades morais

é capaz de nos elevar,
à maior das Altitudes,
a um estado de contentamento eufórico...!

porém, não priva a comparência da fatalidade
que é matéria amarga
para quem se encontra Distante;

tornando-se cadáver
quem consome esta Estranheza...

bruno portugal 07.08

‘mundo virgem’

‘mundo virgem’

abre-me e sê sensível

presenciarás um nova esfera armilar,
construída pelo que há em mim:
alma, aspiração e utopia.

conceder-te-ei terras sem corpos estranhos,
ares nunca folegados
ventos virgens de Toque
oceanos nunca imergidos
e mares sem sinal de marejada...!

não será mundo isento de medos,
nem de sacrifícios

será Terra fértil,
capaz de dar à luz futuras aquisições
seguras de adestrar,
para o teu Desenvolvimento.

entra e perscruta; deixa-te ir...


bruno portugal 07.08

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

As Escravaturas de ontem e de hoje

Já não se é escravo como se era antigamente. A escravatura foi abolida há muito, na maior parte dos países, mas continua a ser um problema global.

Nos séculos XVII e XVIII, navios carregavam “carvão” no porão até ao novo mundo. Muitos negros eram capturados em África e eram levados em condições desumanas a casas onde eram forçados a servir. Não tinham salário nem capacidade reivindicativa! Evoluiu-se muito nos Direitos Humanos.

Não podemos esquecer, porém, aqueles que trabalham mais de doze horas por dia em fábricas nos Novos Países Industrializados, para aumentar ainda mais o poder de compra dos ocidentais.

O trabalho infantil é uma triste realidade em muitos países como Costa do Marfim ou Costa Rica. Há quem afirme que, se os países desenvolvidos não investissem no Terceiro Mundo, o desemprego seria ainda maior. Há, porém, modelos de desenvolvimento económico alternativos. Os ocidentais começam a pagar pelos erros do passado: a concorrência dos produtos asiáticos já levou milhões ao desemprego, por toda a Europa. Parece-me inevitável que, com o passar do tempo, as pessoas nesses países cedam a direitos adquiridos com séculos de luta do proletariado.

Há ainda outro tipo de escravatura que, estando mais oculto, não deixa de ser preocupante: o consumismo. As pessoas são escravas da moda porque querem fazer parte dela. Isso implica constantemente a compra de carro novo, roupa nova, brinquedos novos,... E mais uma vez, as populações mais pobres pagam pelos caprichos ocidentais.

A escravatura ainda existe. Não de forma tão evidente como antigamente, mas continua a funcionar de forma semelhante. Os mais pobres e desprotegidos trabalham para os mais poderosos. Podemos, isso sim, minimizar o problema. Cada um de nós deve ponderar se deve comprar um produto mais barato e menos ético, ou pagar mais para ter a consciência tranquila.

Tomás Reis

Nº 28

11º9ª

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

A escravatura de ontem e de hoje

Hoje em dia, somos constantemente confrontados com as inúmeras situações de escravatura em muitas zonas do globo.

Se estivéssemos a falar destas situções há uns séculos atrás, talvez até achássemos mais ou menos normal, dado que se vivia em regimes políticos em que a escravatura era legal. Mas não! Estamos mesmo a falar de acontecimentos desta crueldade em pleno século XXI.

É absolutamente inacreditável sermos, diariamente,informados de que há um largo número de crianças, e até mesmo de adultos, vítimas da escravidão.

É o que acontece em quase todo o continente africano e asiático onde as crianças são exploradas desde muito cedo e proibidas de viver uma infância, que foi substituída por anos e anos de exploração.

A única pergunta que podemos colocar a nós próprios é: “Se isto continua a acontecer, porque é que ninguém faz nada?”. A verdade é que ninguém toma medidas para acabar com isto e, até lá, irão ser inúmeras as pessoas que continuarão a ser exploradas e vítimas da escravatura.

É de salientar que estas vítimas da escravatura, são quase sempre exploradas fisicamente, sujeitando-se a situações perigosas e a uma morte certa.

É importante que se desenvolvam acções humanitárias para acabar com este problema, já que, se não se prestar ajuda, a escravatura irá continuar durante longos séculos.


Sara Estrela Oliveira

Nº 27 11º8

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

filho do mar

‘pura calma’

ao fundo

toca-se o mar
toca-se o céu.

ao fundo
no fundo

chama-se Infinito.

tu que estás esbatida
tu que estás em mar
no Mar.
és onda calma, aí.
és onda passageira,
com força inata, aí.
tu que estás esbatida
tu que estás em mar
no Mar.
tu que estás,
tu que és,
calma pura
em pura calma...


filho do Mar.






"sem conseguir respirar"



é-me dificil caminhar.

não tenho apetite

de sorrir.
de continuar.

é dor que sinto
é um sufoco...

estou-me a afogar.

não vou emergir,

não tenho apetite.

não vou gritar,

não tenho vontade.

não continuo acordado,

estou cansado.

agora,
não sou mais onda que envolve

agora,
sou onda enrolada...

filho do Mar.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Adopção de Outras Culturas

Penso que algumas pessoas ainda têm grande orgulho na sua pátria, mas grande parte da população de Portugal não se comove tanto com estes valores. Hoje em dia, principalmente devido à globalização, deixou de se ser tão patriota, fiel às tradições portuguesas, passando-se a adoptar as culturas de outros países, principalmente os Estados Unidos da América. Esse tipo de comportamento vai desde os dias comemorativos como o Halloween (que nunca se comemorou em Portugal até há bem pouco tempo) ou o dia de São Valentim, entre outros, e também gestos que nunca foram nossos, como colocar a mão sobre o coração enquanto se canta o hino. Acho que esse é um ponto muito importante, pois onde as crianças aprendem a fazer esse gesto é principalmente nos jogos de futebol, onde os jogadores, contrariamente à posição de sentido, que demonstra o respeito pela bandeira e hino portugueses, põem a mão sobre o coração, uma tradição claramente americana.

Mas para além dos pontos que já referi, existem muitos outros. Creio que cada vez é menor o orgulho dos portugueses na História de Portugal, esquecendo-se dos grandes heróis que nasceram neste país, que conquistaram o mundo e domaram os oceanos; desprezando os produtos portugueses, procuraram satisfazer as suas necessidades, tanto culturais como alimentares,no estrangeiro, sabendo nós que temos tantos artistas excepcionais e tantos produtores e agricultores de qualidade.

Concluo exprimindo o meu desgosto pelas atitudes tomadas pelo povo português, que não tem orgulho nem respeito pela sua pátria e toma como sua a cultura de outros países, que não têm a importância histórica que Portugal tem.

Rita Esteves