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domingo, 18 de janeiro de 2009

Reflectir sobre o poder do ouro...

No séc. XVI, as pessoas não eram muito diferentes do que são agora.
Apesar de terem hábitos diferentes, eram gananciosas e faziam tudo pelo dinheiro… até mesmo matar e ,infelizmente, isso acontece ainda hoje. É claro que há excepções e, mesmo havendo tanta cobiça e ganância no mundo, ainda há pessoas que sabem viver com o que têm e ainda ajudam os outros em dificuldades financeiras.
Estas pessoas são, do meu ponto de vista, heróis, porque não se preocupam apenas com elas mesmas mas também com os outros.
Pois é, o ouro sempre teve muito poder na história da vida humana. Desde a sua descoberta, ele passou a ser a razão pela qual os seres humanos vivem, porque sem ouro (ou dinheiro) ninguém é nada...
É triste de facto, porque as pessoas esquecem-se do verdadeiro ouro que deve ser partilhado por todos, o amor. Amor familiar, amor de amigo…
O ouro é algo que nos faz viver na sua dependência, pois necessitamos de alimento, vestuário e diversão também, tudo dependendo do ouro que obtemos.
Sempre foi assim e será, porque o ouro é algo que nos faz sentir superiores aos outros, pois temos tudo ao nosso alcance, ou será que não? Uma amizade não se pode comprar, por exemplo…
O poder do ouro é imenso, mas só para nós seres humanos, porque os animais irracionais não precisam dele para nada, vivendo “apenas” do que lhes é dado pela natureza.
O ouro pode ser uma fonte de bem estar e, para alguns, uma eterna felicidade, mas pode ser também o caminho para uma morte dolorosa.

Iúri Borges nº9

12º 11ª

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Intemporalidade de Camões

Tendo em conta as estâncias 96 à 99 do Canto VIII de “Os Lusíadas”, concordo plenamente que as reflexões do poeta são intemporais.

Desde os primórdios das trocas mercantes, da criação da moeda e em qualquer civilização, sempre se associou o tamanho (grandeza) das riquezas ao poder, e por sua vez a corrupção.

Qualquer pessoa que possua uma avultada quantia de dinheiro ou valores pode/consegue atingir uma função importante, continuar a receber bem e ir criando “amizades” com pessoas (também elas influentes) em diversos cargos, quer de privados quer a nível do Estado.

Desde que se dá importância ao dinheiro, as sociedades começaram a adoptar um sistema que girasse em torno dele. Quanto mais riqueza uma sociedade tem, mais e melhor qualidade de vida obtém. Regredindo ao tempo de Camões, quanta mais riqueza, maiores armadas, melhores caravelas, exércitos mais bem equipados e mais numerosos, uma sociedade toda ela mais influente (tal como os Romanos por exemplo).

Contudo, e voltando à actualidade nem sempre é assim. Vendo o exemplo do Ruanda ou países adjacentes, em que a extracção de diamantes é o principal negócio verificamos que não houve um bom uso da riqueza do país. A corrupção nessas zonas atinge níveis inimagináveis e o fosso entre ricos e pobres é cada vez maior.

Termino, expondo o meu raciocínio de que as sociedades se deveriam virar mais para o assegurar das suas condições de vida e para o bem estar das populações. O dinheiro é importante, claro, mas não no grau de importância que lhe damos neste momento.

Mas costumes e tradições são difíceis de mudar...

Rodrigo Almeida Nº 15 12º11ª

Intemporalidade das Críticas de Camões


Luís de Camões, na obra “Os Lusíadas”, expunha as suas ideias na parte final de alguns cantos. Essas partes têm o nome de “Reflexões do poeta”.

Nessas reflexões, Camões faz, entre outras coisas, críticas à sociedade da sua época. Mas será que essas críticas podem também ser feitas à sociedade de hoje?

Uma das críticas que ele faz é sobre a corrupção, que havia naquela altura, através do ouro. Isso, nos nossos tempos, também acontece.

Naquela altura, os nobres faziam com que os camponeses trabalhassem nos seus campos para terem algo para comer e ainda cobravam impostos a esses mesmos camponeses para poderem viver bem.

Hoje, as pessoas vão descontando parte do seu ordenado para a Segurança Social, para que algumas pessoas “importantes” tenham uma boa reforma e continuem a usufruir de várias regalias.

Mas isto não acontece só nos rendimentos das pessoas.

Camões disse: “Este (dinheiro) faz e desfaz leis) (v. 2, est. 99 do canto VIII).

Assim, uma pessoa que conheça as pessoas certas e que tenha bastante poder e dinheiro, pode fazer com que se mudem as leis, de maneira a cobrir os seus “crimes”. Tudo isto pode acontecer na sociedade de hoje.

“Os Lusíadas”, nas reflexões do poeta, no final dos vários cantos adequam-se à actualidade, mesmo que os meios para corromper sejam diferentes, a finalidade vai ser a mesma.


Alexandre Silva

12º11ª