quinta-feira, 1 de março de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Dia 28 - Carlos Ademar, autor de livros policiais estará na nossa escola
Carlos Ademar é licenciado em História e investigador policial.
Sempre gostou de escrever e, há alguns anos, decidiu utilizar a sua rica experiência profissional para a sua escrita. O resultado são vários livros muito bem aceites pelo público, sendo o último O Bairro.
O país fala destes casos, os jornais e as televisões fazem eco das preocupações sociais, a hierarquia policial e a tutela política exigem respostas aos investigadores. O chefe Barata, a pouco tempo de se reformar, encara este caso como o seu derradeiro desafio.
«O Bairro», baseado numa história verídica, é o retrato intenso de um mundo onde o crime e a honestidade convivem diariamente, onde prolifera o sentimento de abandono a que foi votado quem ali cresceu, para onde foi viver quem não tinha alternativa e onde é real a coragem de suportar o estigma de um nome. Mais do que um romance, «O Bairro» é a metáfora de tantos vulcões existentes em redor das grandes cidades contemporâneas, cuja eventual erupção todos temos o dever de evitar.»
Conheça o autor nesta entrevista!
Um Livro. Porque Sim: Estranha Forma de Vida
Sempre gostou de escrever e, há alguns anos, decidiu utilizar a sua rica experiência profissional para a sua escrita. O resultado são vários livros muito bem aceites pelo público, sendo o último O Bairro.
«O Bairro», editado pela Oficina do Livro, é a nova obra de Carlos Ademar, um livro que tem a dura realidade como tema de fundo.
«Manuel Sousa, agente da PSP, é assassinado num bairro às portas de Lisboa. A Polícia Judiciária está a começar a investigação quando é surpreendida pela notícia da morte de mais dois agentes. Quase ao mesmo tempo, um traficante de droga é deixado sem vida no Serviço de Urgência de um hospital. O que têm em comum estes factos? O bairro.O país fala destes casos, os jornais e as televisões fazem eco das preocupações sociais, a hierarquia policial e a tutela política exigem respostas aos investigadores. O chefe Barata, a pouco tempo de se reformar, encara este caso como o seu derradeiro desafio.
«O Bairro», baseado numa história verídica, é o retrato intenso de um mundo onde o crime e a honestidade convivem diariamente, onde prolifera o sentimento de abandono a que foi votado quem ali cresceu, para onde foi viver quem não tinha alternativa e onde é real a coragem de suportar o estigma de um nome. Mais do que um romance, «O Bairro» é a metáfora de tantos vulcões existentes em redor das grandes cidades contemporâneas, cuja eventual erupção todos temos o dever de evitar.»
Conheça o autor nesta entrevista!
Um Livro. Porque Sim: Estranha Forma de Vida
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Ler+ na Vergílio Ferreira - Dia da Escola
A biblioteca promoveu um encontro de leitores da nossa escola que agradou a toda a comunidade escolar. Prometemos, pois, repetir no dia Mundial do Livro.
Pela primeira vez, tivemos a presença de professores, funcionários, de um representante da Associação de Pais e de uma pessoa da nossa comunidade muito querida dos nossos alunos, a D. Cila, proprietária do café mais perto da nossa escola.
Os alunos foram brilhantes. Aqui vos deixamos alguns momentos.
Pela primeira vez, tivemos a presença de professores, funcionários, de um representante da Associação de Pais e de uma pessoa da nossa comunidade muito querida dos nossos alunos, a D. Cila, proprietária do café mais perto da nossa escola.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Dia da Escola - Teatro - Na noite em que prenderam o Pai Natal
Aluna do 12º ano tinha o sonho de criar um grupo de teatro na sua escola e, com a ajuda dos colegas e da professora, conseguiu. José Eduardo Agualusa foi o autor escolhido para estreia. Este filme é parte do cenário da peça.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Os leitores contam-nos...
“O Mandarim” de Eça de
Queirós
Um dos livros que mais me marcou foi “O Mandarim” de Eça de
Queirós. Eça de Queirós é um dos melhores escritores Portugueses de todos os
tempos e, também, um dos meus favoritos.
”O Mandarim” conta-nos a história de um homem que se depara
com um estranho botão vermelho. Explicado por um personagem bizarro, este
diz-lhe que através desse botão poderá aceder a uma enorme fortuna de um velho
imperador chinês. Porém, apoderar-se da fortuna implica matar esse mandarim.
A personagem principal era pobre e vivia numa casa alugada,
razões que pesaram na sua decisão de carregar no botão. Porém, após herdar a
fortuna, apercebe-se que ser rico não é apenas um “mar de rosas”. Este
depara-se com múltiplas situações frustrantes, que o fazem querer desistir da
fortuna herdada. Situações estas que o fizeram perceber que o velho imperador provavelmente
tinha família, e que os seus filhos e mulher, após este se ter apoderado da sua
fortuna, poderiam estar a viver na miséria.
Este livro mostra às pessoas que ninguém pode apoderar-se de
uma grande fortuna, sem antes trabalhar para isso. Mostra-nos também que
devemos reflectir nas situações antes de tomar uma decisão, pois esta poderá
ter implicações futuras. A mensagem transmitida por este livro e a linguagem simples
e sucinta são aspectos que me agradam neste livro.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Os leitores contam-nos...
A China de Ontem e de Hoje”
Um
dos livros que mais me fascinou foi “Cisnes Selvagens”, de Jung Chang.
Este
livro leva-nos a conhecer os antepassados da autora, que viviam numa China
ancestral, conduzindo-nos através da vida desta família até ao momento em que
Mao Ze-Dong morre.
O
conteúdo desta obra é divinal, não havendo, de certeza absoluta, um livro que
relate tão detalhadamente a vida da China e, na minha opinião, é também
incrível a proximidade de certos relatos desta obra com outros grandes livros,
como por exemplo “O Diário de Anne Frank”. Como será possível que tais horrores
consigam existir, de forma tão semelhante, em partes tão diferentes do mundo?
Do
meu ponto de vista, esta obra é enorme em termos humanos sendo que é uma das
características que a torna inigualável pois mostra-nos o sofrimento das
pessoas chinesas, mortas, a labutar doze horas por dia, em fábricas sem
condições, apenas comendo pão; as crianças mortas, por raiva, e as mulheres não
respeitadas pela sociedade, nem pelo governo, nem por ninguém. Jung Chang
consegue nas suas personagens retratar todos estes chineses, as suas histórias e,
de certa forma, a essência do seu ser.
Por
outro lado, este livro é também muito interessante em termos políticos e
económicos, uma vez que se “visualiza” o avanço da China, de um país
insignificante, disputado pelos senhores da guerra, até à China comunista, um
país com a maior população mundial, a maior produção industrial e agrícola do
mundo. Contudo o progresso trouxe também consigo a ganância do poder, o
“desaparecimento” de pessoas e uma China que não respeita ninguém, apenas os
seus interesses.
Assim,
posso seguramente dizer que este livro pertence aos poucos que ainda nos
consegue colocar no local onde se desenrola a acção. Qualquer leitor deve
“arrancar” este livro da estante e com ele trilhar os caminhos de um país mais
antigo que a religião cristã.
Uma
história sem precedentes!
João Barata, nº9, 10º 6ª
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Avalon Theatre Company 16 e 26 de janeiro
Avalon Theatre Company vem à nossa ecola
Learn English!
Enjoy the plays!
Have fun!
16 de janeiro - alunos do ensino secundário
26 de janeiro - alunos do ensino básico
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
A escritora Alice Vieira vem à nossa escola
Um grupo de alunos da turma 1ª do 8º ano, em colaboração com a professora de Língua Portuguesa, Ana Cirne, convidou a escritora Alice Vieira para vir à nossa ecola.
Ela estará presente para uma conferência sobre leituras no dia 17 de janeiro às 10h, no novo auditório.
Lembramos que Alice Vieira é uma das escritoras mais lidas pelos nossos jovens.
domingo, 11 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
Reflexão
Desde
sempre, tenho ouvido dizer que as crianças são o melhor que há no mundo. Elas
são puras, simples e adoráveis.
A
sua educação é algo fundamental. A verdade é que os pais/família têm o dever de
as acompanhar, ao longo da sua infância e adolescência. Pais ausentes, que
atiram apenas para a escola a responsabilidade de educar os seus filhos, deviam
ser responsabilizados por esta sua atitude. As crianças/adolescentes precisam
de sentir que alguém se interessa por eles, que lhes impõem algumas regras, que
alguém esteja lá quando precisam de partilhar alegrias, tristezas ou
dificuldades. Viver sem o controlo de um adulto poderá ser meio caminho andado
para uma vida sem objectivos, sem sonhos, sem organização, sem valores…
A
meu ver, as crianças também não podem ser o centro de todas as atenções. A
família não pode viver em função dos seus desejos e birras. Isso só fará com
que as crianças pensem que são os donos do mundo. Há que marcar limites e
fazer-lhes ver que se têm direito ao amor, à atenção e ao bem-estar, também têm
alguns deveres, como por exemplo, respeitar, obedecer e cumprir as suas
tarefas.
O
amor, a atenção, as regras, as críticas, os conselhos dos pais/família são, na
minha opinião, elementos essenciais para que, na vida futura, a criança seja um
adulto equilibrado, responsável e bem sucedido.
Ricardo Amaral
Nº26 10º8
terça-feira, 15 de novembro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
A Leitura como Alma do Mundo
A leitura é uma seca? Ler é chato? Isso são preconceitos infundados. Há um ditado popular - muito terra-a-terra, como é hábito dos ditados - que reza que quem sabe da tenda é o tendeiro. Assim, também apenas quem lê pode dizer se ler é ou não uma seca. Eu, pessoalmente, acho que pode ser bastante molhado...há livros que até nos arrancam lágrimas!
Em todo o caso, o problema não se fica por aqui. Estas frases-feitas acerca da leitura são totalmente infundadas, mas isso não impede que se espalhem como uma doença. Às tantas, já se torna uma moda dizer que ler é uma seca, o que acaba por fazer com que se afastem da leitura todo um universo de possíveis leitores que, apesar de até terem em si o bichinho da leitura, não se atrevem a deixá-lo florescer porque não querem sair da moda. Há que romper com preconceitos e tomar consciência do que nós próprios somos. Somos apenas uns míseros seguidores de modas? Ou somos algo mais? Terá o nosso espírito profundidade suficiente para ser diferente e aceitar a diferença, para não aderir a algo só por não ter fibra para suficiente para defender sozinho um dado ponto de vista?
Nunca é demais lembrar que a leitura não é um fardo, é um dom. A arte de ler não é senão sublime. Acho que para que isto seja bem entendido, é forçoso tentar explicar o que é, de facto, o acto de ler. É perturbador perceber-se que algo tão belo está sempre - falsamente - associado a "coisas que não interessam". Cuidam as pessoas que a literatura é apenas manuais de instruções ou livros de escola? Para já, há livros de escola muito interessantes, mas passemos adiante.
Na literatura, encontra-se muito mais do que um infindável obstáculo; o texto escrito é muito mais que uma prova de obstinação; a palavra escrita tem um propósito e um significado. Através de histórias e livros, percebemos tudo muito melhor, conhecemos o produto da experiência de outrem, recebendo o que há de melhor e ficando de sobreaviso para o que é pior. Nada existe no Universo que não possa ser expresso através de palavras. Não digo contido em palavras, porque há coisas que não cabem nos vocábulos que existem, apesar da sua variedade - por exemplo (ou eu assim o encaro), toda a expressão de sentimentos humanos mais elevados faz-se através de metáforas, pois não há termos onde caiba...o sentir humano ultrapassa a linguagem falada ou escrita. No entanto, esse "código" metafórico é susceptível de ser interpretado por todo aquele que já tenha passado por algo semelhante. Podemos dizer que coisas como o Universo, a vida, etc, têm uma linguagem própria - é a verdade -, mas no interior de um bom livro podemos encontrar tudo isso, quanto mais não seja, o pálido reflexo de todas essas realidades transcendentes formado pelo seu impacto em que escreve. A leitura é a alma do Mundo, tal como a alma de um ser humana, não contém tudo acerca do ser a quem pertence, mas contém de tudo um pouco...é...um dicionário.
Para terminar, um conselho: nunca desprezem os livros, eles são nossos amigos, sussurram-nos ao ouvido coisas que ninguém mais nos pode dizer de forma tão directa, coisas de uma riqueza e beleza singulares. E têm uma música própria. Cabe-nos a tarefa de a ouvirmos e de lhe prestarmos a devida atenção
Tomás Vicente nº27 11º3ª
sábado, 22 de outubro de 2011
Ranking do Português
Soube-se há poucos dias que a nossa escola ficou em primeiro lugar no Ranking do Português do Ensino Básico, o que, naturalmente - e com razão! -, nos deixa a todos muito orgulhosos. Numa época em que, frequentemente, as classes mais jovens optam por, quase deliberadamente, mutilar a língua com o uso que dela fazem, é reconfortante saber que a nossa escola constitui uma excepção...ou, pelo menos, os resultados obtidos assim o mostram.
Parece que, afinal, a despeito de algumas coisas que se ouvem nos corredores, frases fugidias que em que nem sempre o verbo concorda com o sujeito (e mais outras características peculiares), na Escola Secundária de Vergílio Ferreira ainda se fala (e, espera-se, falar-se-á durante muito tempo) bom português. Não é à toa que o nosso patrono é este grande escritor!
domingo, 16 de outubro de 2011
Uma Crónica de José Luís Peixoto...
Na sua última crónica publicada pela revista Visão, na semana passada, o escritor José Luís Peixoto realça o valor e a importância dos
Professores no Presente e no Futuro. Eles são a Esperança.
O escritor lembra-nos a importância do nosso papel se, por ventura, nesta conjuntura economicista, alguma vez o tivéssemos esquecido.
Um ataque contra os professores é sempre um
ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os
professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança.
O escritor lembra-nos a importância do nosso papel se, por ventura, nesta conjuntura economicista, alguma vez o tivéssemos esquecido.
O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais
um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que
não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a
neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos
reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para
percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os
professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu.
Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e
da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.
O material que é trabalhado pelos professores não pode
ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente
precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos
inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os
professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o
tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a
acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde
sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós
próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento
que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é
a generosidade.
Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim
pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos
professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de
tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é
transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de
professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os
filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O
acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores,
com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. O
conhecimento que enche as páginas dos manuais aumentou e mudou, mas a
essência daquilo que os professores fazem mantém-se. Essência, essa
palavra que os professores recordam ciclicamente, essa mesma palavra que
tendemos a esquecer.
Um ataque contra os professores é sempre um ataque
contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores,
pela sua prática, são os guardiões da esperança. Vemo-los a dar forma e
sentido à esperança de crianças e de jovens, aceitamos essa evidência,
mas falhamos perceber que são também eles que mantêm viva a esperança de
que todos necessitamos para existir, para respirar, para estarmos
vivos. Ai da sociedade que perdeu a esperança. Quem não tem esperança
não está vivo. Mesmo que ainda respire, já morreu.
Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a
esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar.
Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para
ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue
atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter
nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para
exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição.
Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio,
em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os
professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas,
opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um
instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de
matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única
solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser
questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.
Recusar a educação é recusar o desenvolvimento.
Se nos conseguirem convencer a desistir de deixar um
mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será tanto
daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão fundamental, o
erro primeiro será nosso por termos deixado que nos roubem a capacidade
de sonhar, a ambição, metade da humanidade que recebemos dos nossos
pais e dos nossos avós. Mas espero que não, acredito que não, não
esquecemos a lição que aprendemos e que continuamos a aprender todos os
dias com os professores. Tenho esperança.
José Luís Peixoto
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Sobre Mitologia...na Actualidade
Muita gente pensa, talvez, que a
mitologia é algo ultrapassado, uma coisa cujo estudo já não nos proporciona nada.
Quem é desta opinião não poderia estar mais enganado, uma vez que cada
mitologia nos oferece um conhecimento valioso da maneira como os antigos povos
politeístas encaravam o mundo que os rodeava e o próprio ser humano.
As respostas
que encontraram para as suas dúvidas estão, em grande parte, reflectidas nas
suas crenças, que deram origem a canções, poemas e outros textos. Assim sendo,
este é um bem precioso. Além do seu interesse, devido à imagem que nos dá de uma
civilização perdida, a mitologia é também um manancial de expressões dos
sentimentos humanos através dos tempos que se perpetuam, ao longo dos séculos,
em belas histórias cujas páginas parecem estremecer de vida e autenticidade. São,
por isso, uma “enciclopédia” do que significou, ao longo das diferentes épocas
da História, ser-se humano, ter-se uma consciência de si próprio e carregar
sobre os ombros o peso da existência.
Assim,
com as suas alegorias e artifícios de deuses, gigantes, demónios, elfos e
outros que tais, as lendas antigas podem conceder-nos a bênção de ensinamentos
preciosos que devemos estimar e respeitar e valores humanos que, na sua
maioria, continuam actuais e são expressão de uma pureza emocional que se tem
vindo, em alguns aspectos, a perder, com o tempo e a modernização.
Tomás Vicente nº27, 11º3ª
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
O poeta sueco, Tomas Transtromer, ganhou o prémio Nobel da Literatura 2011
(...) No livro "21
poetas suecos", publicado em 1981 pela editora Vega, uma obra organizada
por Vasco Graça Moura e Ana Hatherly, surge o poema "Lisboa", onde o
poeta sueco destaca elementos típicos das zonas históricas da capital
portuguesa.
"No bairro de Alfama
os elétricos amarelos cantavam nas calçadas íngremes/Havia lá duas
cadeias. Uma era para ladrões/Acenavam através das grades/Gritavam que
lhes tirassem o retrato", escreveu Tomas Tranströmer.
"Mas aqui´, disse o condutor e riu à socapa como
se cortado ao meio/´aqui estão políticos'. Vi a fachada, a fachada, a
fachada e lá no cimo um homem à janela/tinha um óculo e olhava para o
mar", relata o laureado com o Nobel da Literatura 2011.
"Roupa branca no azul. Os muros quentes/As moscas
liam cartas microscópicas/Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora
de Lisboa/´será verdade ou só um sonho meu?´", finaliza o poeta sobre a
cidade junto ao Tejo.
Uma
passagem pelo Funchal também inspirou Tomas Transtromer, dedicando-lhe
um verso onde destaca o mar, a receita atlântica do peixe com tomate e a
"língua estranha".
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
A
galope no vento
O sol acordou de cara alegre. Senti que algo
de mágico e inesquecível iria acontecer.
Era muito cedo, mas o meu pai já estava lá
fora. Não consegui perceber o que fazia com tanta dedicação… Tentei espreitar
mais um pouquinho da janela às bolinhas cor-de-rosa, mas a ânsia era tanta que
tive de ir bisbilhotar…
Não queria acreditar quando, ainda meio
ensonada, dei por mim, lado a lado com a… Marquesa! Sim, foi assim que ficou.
Marquesa era o seu nome.
E fiquei Marquesa! Também nunca vou esquecer
a primeira vez que vi a minha cúmplice das corridas sem fim…
Nunca irei esquecer o que sentíamos as duas
quando cavalgávamos com o vento e ouvíamos o suave entrelaçar dos meus cascos e
da imaginação. Lembro-me também das minhas crinas voarem com a brisa da
primavera como andorinhas acabadas de chegar.
Nunca irei esquecer tudo o que passámos
juntas… Apesar de ter partido, continuamos sempre as melhores amigas, porque
ser amigo, mas amigo de verdade, é assim. Como nós fomos e seremos para sempre.
Mafalda Villa Martins
Nº
16 Turma: 7º 4ª
setembro
de 2011
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