sábado, 25 de fevereiro de 2012

Dia 28 - Carlos Ademar, autor de livros policiais estará na nossa escola

Carlos Ademar é licenciado em História e investigador policial.
Sempre gostou de escrever e, há alguns anos, decidiu utilizar a sua rica experiência profissional para a sua escrita. O resultado são vários livros muito bem aceites pelo público, sendo o último O Bairro.

«O Bairro», editado pela Oficina do Livro, é a nova obra de Carlos Ademar, um livro que tem a dura realidade como tema de fundo.

«Manuel Sousa, agente da PSP, é assassinado num bairro às portas de Lisboa. A Polícia Judiciária está a começar a investigação quando é surpreendida pela notícia da morte de mais dois agentes. Quase ao mesmo tempo, um traficante de droga é deixado sem vida no Serviço de Urgência de um hospital. O que têm em comum estes factos? O bairro.
O país fala destes casos, os jornais e as televisões fazem eco das preocupações sociais, a hierarquia policial e a tutela política exigem respostas aos investigadores. O chefe Barata, a pouco tempo de se reformar, encara este caso como o seu derradeiro desafio.
«O Bairro», baseado numa história verídica, é o retrato intenso de um mundo onde o crime e a honestidade convivem diariamente, onde prolifera o sentimento de abandono a que foi votado quem ali cresceu, para onde foi viver quem não tinha alternativa e onde é real a coragem de suportar o estigma de um nome. Mais do que um romance, «O Bairro» é a metáfora de tantos vulcões existentes em redor das grandes cidades contemporâneas, cuja eventual erupção todos temos o dever de evitar.»

Conheça o autor nesta entrevista!


Um Livro. Porque Sim: Estranha Forma de Vida

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ler+ na Vergílio Ferreira - Dia da Escola

A biblioteca promoveu um encontro de leitores da nossa escola que agradou a toda a comunidade escolar. Prometemos, pois, repetir no dia Mundial do Livro.
Pela primeira vez, tivemos a presença de professores,  funcionários, de um representante da Associação de Pais e de uma pessoa da nossa comunidade muito querida dos nossos alunos, a D. Cila, proprietária do café mais perto da nossa escola.
                              Os alunos foram brilhantes. Aqui vos deixamos alguns momentos.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dia da Escola - Teatro - Na noite em que prenderam o Pai Natal


Aluna do 12º ano tinha o sonho de criar um grupo de teatro na sua escola e, com a ajuda dos colegas e da professora, conseguiu. José Eduardo Agualusa foi o autor escolhido para estreia. Este filme é parte do cenário da peça.




Alice Vieira na Vergílio Ferreira

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Os leitores contam-nos...


“O Mandarim” de Eça de Queirós

Um dos livros que mais me marcou foi “O Mandarim” de Eça de Queirós. Eça de Queirós é um dos melhores escritores Portugueses de todos os tempos e, também, um dos meus favoritos.
”O Mandarim” conta-nos a história de um homem que se depara com um estranho botão vermelho. Explicado por um personagem bizarro, este diz-lhe que através desse botão poderá aceder a uma enorme fortuna de um velho imperador chinês. Porém, apoderar-se da fortuna implica matar esse mandarim.
A personagem principal era pobre e vivia numa casa alugada, razões que pesaram na sua decisão de carregar no botão. Porém, após herdar a fortuna, apercebe-se que ser rico não é apenas um “mar de rosas”. Este depara-se com múltiplas situações frustrantes, que o fazem querer desistir da fortuna herdada. Situações estas que o fizeram perceber que o velho imperador provavelmente tinha família, e que os seus filhos e mulher, após este se ter apoderado da sua fortuna, poderiam estar a viver na miséria.
Este livro mostra às pessoas que ninguém pode apoderar-se de uma grande fortuna, sem antes trabalhar para isso. Mostra-nos também que devemos reflectir nas situações antes de tomar uma decisão, pois esta poderá ter implicações futuras. A mensagem transmitida por este livro e a linguagem simples e sucinta são aspectos que me agradam neste livro.
                                                                                                                                  Nuno Antunes - 10º 8ª

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Os leitores contam-nos...


A China de Ontem e de Hoje”

Um dos livros que mais me fascinou foi “Cisnes Selvagens”, de Jung Chang.
Este livro leva-nos a conhecer os antepassados da autora, que viviam numa China ancestral, conduzindo-nos através da vida desta família até ao momento em que Mao Ze-Dong morre.
O conteúdo desta obra é divinal, não havendo, de certeza absoluta, um livro que relate tão detalhadamente a vida da China e, na minha opinião, é também incrível a proximidade de certos relatos desta obra com outros grandes livros, como por exemplo “O Diário de Anne Frank”. Como será possível que tais horrores consigam existir, de forma tão semelhante, em partes tão diferentes do mundo?
Do meu ponto de vista, esta obra é enorme em termos humanos sendo que é uma das características que a torna inigualável pois mostra-nos o sofrimento das pessoas chinesas, mortas, a labutar doze horas por dia, em fábricas sem condições, apenas comendo pão; as crianças mortas, por raiva, e as mulheres não respeitadas pela sociedade, nem pelo governo, nem por ninguém. Jung Chang consegue nas suas personagens retratar todos estes chineses, as suas histórias e, de certa forma, a essência do seu ser.
Por outro lado, este livro é também muito interessante em termos políticos e económicos, uma vez que se “visualiza” o avanço da China, de um país insignificante, disputado pelos senhores da guerra, até à China comunista, um país com a maior população mundial, a maior produção industrial e agrícola do mundo. Contudo o progresso trouxe também consigo a ganância do poder, o “desaparecimento” de pessoas e uma China que não respeita ninguém, apenas os seus interesses.
Assim, posso seguramente dizer que este livro pertence aos poucos que ainda nos consegue colocar no local onde se desenrola a acção. Qualquer leitor deve “arrancar” este livro da estante e com ele trilhar os caminhos de um país mais antigo que a religião cristã.
Uma história sem precedentes!
João Barata, nº9, 10º 6ª

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Avalon Theatre Company 16 e 26 de janeiro


                  Avalon Theatre Company vem à nossa ecola






                                              Learn English!
                                              Enjoy the plays!
                                                  Have fun!

                     16 de janeiro - alunos do ensino secundário
                        26 de janeiro - alunos do ensino básico

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A escritora Alice Vieira vem à nossa escola




Um grupo de alunos da turma 1ª do 8º ano, em colaboração com a professora de Língua Portuguesa, Ana Cirne, convidou a escritora Alice Vieira para vir à nossa ecola.
Ela estará presente para uma conferência sobre leituras no dia 17 de janeiro às 10h, no novo auditório.
Lembramos que Alice Vieira é uma das escritoras mais lidas pelos nossos jovens.

domingo, 11 de dezembro de 2011



Celebrar o Dia Internacional dos Direitos Humanos



Enquanto a cor da pele for mais importante do que o brilho dos olhos existirá guerra.

          Mafalda Martins e Rita Raposo- 7º4ª




sábado, 10 de dezembro de 2011

Reflexão


            Desde sempre, tenho ouvido dizer que as crianças são o melhor que há no mundo. Elas são puras, simples e adoráveis.
            A sua educação é algo fundamental. A verdade é que os pais/família têm o dever de as acompanhar, ao longo da sua infância e adolescência. Pais ausentes, que atiram apenas para a escola a responsabilidade de educar os seus filhos, deviam ser responsabilizados por esta sua atitude. As crianças/adolescentes precisam de sentir que alguém se interessa por eles, que lhes impõem algumas regras, que alguém esteja lá quando precisam de partilhar alegrias, tristezas ou dificuldades. Viver sem o controlo de um adulto poderá ser meio caminho andado para uma vida sem objectivos, sem sonhos, sem organização, sem valores…
            A meu ver, as crianças também não podem ser o centro de todas as atenções. A família não pode viver em função dos seus desejos e birras. Isso só fará com que as crianças pensem que são os donos do mundo. Há que marcar limites e fazer-lhes ver que se têm direito ao amor, à atenção e ao bem-estar, também têm alguns deveres, como por exemplo, respeitar, obedecer e cumprir as suas tarefas.
            O amor, a atenção, as regras, as críticas, os conselhos dos pais/família são, na minha opinião, elementos essenciais para que, na vida futura, a criança seja um adulto equilibrado, responsável e bem sucedido.




Ricardo Amaral
Nº26      10º8

domingo, 23 de outubro de 2011

A Leitura como Alma do Mundo

A leitura é uma seca? Ler é chato? Isso são preconceitos infundados. Há um ditado popular - muito terra-a-terra, como é hábito dos ditados - que reza que quem sabe da tenda é o tendeiro. Assim, também apenas quem lê pode dizer se ler é ou não uma seca. Eu, pessoalmente, acho que pode ser bastante molhado...há livros que até nos arrancam lágrimas! 

Em todo o caso, o problema não se fica por aqui. Estas frases-feitas acerca da leitura são totalmente infundadas, mas isso não impede que se espalhem como uma doença. Às tantas, já se torna uma moda dizer que ler é uma seca, o que acaba por fazer com que se afastem da leitura todo um universo de possíveis leitores que, apesar de até terem em si o bichinho da leitura, não se atrevem a deixá-lo florescer porque não querem sair da moda. Há que romper com preconceitos e tomar consciência do que nós próprios somos. Somos apenas uns míseros seguidores de modas? Ou somos algo mais? Terá o nosso espírito profundidade suficiente para ser diferente e aceitar a diferença, para não aderir a algo só por não ter fibra para suficiente para defender sozinho um dado ponto de vista? 

Nunca é demais lembrar que a leitura não é um fardo, é um dom. A arte de ler não é senão sublime. Acho que para que isto seja bem entendido, é forçoso tentar explicar o que é, de facto, o acto de ler. É perturbador perceber-se que algo tão belo está sempre - falsamente - associado a "coisas que não interessam". Cuidam as pessoas que a literatura é apenas manuais de instruções ou livros de escola? Para já, há livros de escola muito interessantes, mas passemos adiante. 

Na literatura, encontra-se muito mais do que um infindável obstáculo; o texto escrito é muito mais que uma prova de obstinação; a palavra escrita tem um propósito e um significado. Através de histórias e livros, percebemos tudo muito melhor, conhecemos o produto da experiência de outrem, recebendo o que há de melhor e ficando de sobreaviso para o que é pior. Nada existe no Universo que não possa ser expresso através de palavras. Não digo contido em palavras, porque há coisas que não cabem nos vocábulos que existem, apesar da sua variedade - por exemplo (ou eu assim o encaro), toda a expressão de sentimentos humanos mais elevados faz-se através de metáforas, pois não há termos onde caiba...o sentir humano ultrapassa a linguagem falada ou escrita. No entanto, esse "código" metafórico é susceptível de ser interpretado por todo aquele que já tenha passado por algo semelhante. Podemos dizer que coisas como o Universo, a vida, etc, têm uma linguagem própria - é a verdade -, mas no interior de um bom livro podemos encontrar tudo isso, quanto mais não seja, o pálido reflexo de todas essas realidades transcendentes formado pelo seu impacto em que escreve. A leitura é a alma do Mundo, tal como a alma de um ser humana, não contém tudo acerca do ser a quem pertence, mas contém de tudo um pouco...é...um dicionário.

Para terminar, um conselho: nunca desprezem os livros, eles são nossos amigos, sussurram-nos ao ouvido coisas que ninguém mais nos pode dizer de forma tão directa, coisas de uma riqueza e beleza singulares. E têm uma música própria. Cabe-nos a tarefa de a ouvirmos e de lhe prestarmos a devida atenção

Tomás Vicente nº27 11º3ª

sábado, 22 de outubro de 2011

Ranking do Português

Soube-se há poucos dias que a nossa escola ficou em primeiro lugar no Ranking do Português do Ensino Básico, o que, naturalmente - e com razão! -, nos deixa a todos muito orgulhosos. Numa época em que, frequentemente, as classes mais jovens optam por, quase deliberadamente, mutilar a língua com o uso que dela fazem, é reconfortante saber que a nossa escola constitui uma excepção...ou, pelo menos, os resultados obtidos assim o mostram. 

Parece que, afinal, a despeito de algumas coisas que se ouvem nos corredores, frases fugidias que em que nem sempre o verbo concorda com o sujeito (e mais outras características peculiares), na Escola Secundária de Vergílio Ferreira ainda se fala (e, espera-se, falar-se-á durante muito tempo) bom português. Não é à toa que o nosso patrono é este grande escritor! 

domingo, 16 de outubro de 2011

Uma Crónica de José Luís Peixoto...

Na sua última crónica publicada pela revista Visão, na semana passada, o escritor José Luís Peixoto realça o valor e a importância dos Professores no Presente e no Futuro. Eles são a  Esperança.
O escritor lembra-nos a importância do nosso papel se, por ventura, nesta conjuntura economicista, alguma vez o tivéssemos esquecido.


Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança.

O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.
O material que é trabalhado pelos professores não pode ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade.
Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores, com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. O conhecimento que enche as páginas dos manuais aumentou e mudou, mas a essência daquilo que os professores fazem mantém-se. Essência, essa palavra que os professores recordam ciclicamente, essa mesma palavra que tendemos a esquecer.
Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança. Vemo-los a dar forma e sentido à esperança de crianças e de jovens, aceitamos essa evidência, mas falhamos perceber que são também eles que mantêm viva a esperança de que todos necessitamos para existir, para respirar, para estarmos vivos. Ai da sociedade que perdeu a esperança. Quem não tem esperança não está vivo. Mesmo que ainda respire, já morreu.
Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar. Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição. Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio, em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.
Recusar a educação é recusar o desenvolvimento.
Se nos conseguirem convencer a desistir de deixar um mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será tanto daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão fundamental, o erro primeiro será nosso por termos deixado que nos roubem a capacidade de sonhar, a ambição, metade da humanidade que recebemos dos nossos pais e dos nossos avós. Mas espero que não, acredito que não, não esquecemos a lição que aprendemos e que continuamos a aprender todos os dias com os professores. Tenho esperança.

José Luís Peixoto

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sobre Mitologia...na Actualidade


Muita gente pensa, talvez, que a mitologia é algo ultrapassado, uma coisa cujo estudo já não nos proporciona nada. Quem é desta opinião não poderia estar mais enganado, uma vez que cada mitologia nos oferece um conhecimento valioso da maneira como os antigos povos politeístas encaravam o mundo que os rodeava e o próprio ser humano.

As respostas que encontraram para as suas dúvidas estão, em grande parte, reflectidas nas suas crenças, que deram origem a canções, poemas e outros textos. Assim sendo, este é um bem precioso. Além do seu interesse, devido à imagem que nos dá de uma civilização perdida, a mitologia é também um manancial de expressões dos sentimentos humanos através dos tempos que se perpetuam, ao longo dos séculos, em belas histórias cujas páginas parecem estremecer de vida e autenticidade. São, por isso, uma “enciclopédia” do que significou, ao longo das diferentes épocas da História, ser-se humano, ter-se uma consciência de si próprio e carregar sobre os ombros o peso da existência.

Assim, com as suas alegorias e artifícios de deuses, gigantes, demónios, elfos e outros que tais, as lendas antigas podem conceder-nos a bênção de ensinamentos preciosos que devemos estimar e respeitar e valores humanos que, na sua maioria, continuam actuais e são expressão de uma pureza emocional que se tem vindo, em alguns aspectos, a perder, com o tempo e a modernização.

Tomás Vicente nº27, 11º3ª

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O poeta sueco, Tomas Transtromer, ganhou o prémio Nobel da Literatura 2011


(...) No livro "21 poetas suecos", publicado em 1981 pela editora Vega, uma obra organizada por Vasco Graça Moura e Ana Hatherly, surge o poema "Lisboa", onde o poeta sueco destaca elementos típicos das zonas históricas da capital portuguesa.
"No bairro de Alfama os elétricos amarelos cantavam nas calçadas íngremes/Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões/Acenavam através das grades/Gritavam que lhes tirassem o retrato", escreveu Tomas Tranströmer.
"Mas aqui´, disse o condutor e riu à socapa como se cortado ao meio/´aqui estão políticos'. Vi a fachada, a fachada, a fachada e lá no cimo um homem à janela/tinha um óculo e olhava para o mar", relata o laureado com o Nobel da Literatura 2011.
"Roupa branca no azul. Os muros quentes/As moscas liam cartas microscópicas/Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de Lisboa/´será verdade ou só um sonho meu?´", finaliza o poeta sobre a cidade junto ao Tejo.
Uma passagem pelo Funchal também inspirou Tomas Transtromer, dedicando-lhe um verso onde destaca o mar, a receita atlântica do peixe com tomate e a "língua estranha".

quinta-feira, 6 de outubro de 2011



A galope no vento

O sol acordou de cara alegre. Senti que algo de mágico e inesquecível iria acontecer.
Era muito cedo, mas o meu pai já estava lá fora. Não consegui perceber o que fazia com tanta dedicação… Tentei espreitar mais um pouquinho da janela às bolinhas cor-de-rosa, mas a ânsia era tanta que tive de ir bisbilhotar…
Não queria acreditar quando, ainda meio ensonada, dei por mim, lado a lado com a… Marquesa! Sim, foi assim que ficou. Marquesa era o seu nome.

E fiquei Marquesa! Também nunca vou esquecer a primeira vez que vi a minha cúmplice das corridas sem fim…
Nunca irei esquecer o que sentíamos as duas quando cavalgávamos com o vento e ouvíamos o suave entrelaçar dos meus cascos e da imaginação. Lembro-me também das minhas crinas voarem com a brisa da primavera como andorinhas acabadas de chegar.
Nunca irei esquecer tudo o que passámos juntas… Apesar de ter partido, continuamos sempre as melhores amigas, porque ser amigo, mas amigo de verdade, é assim. Como nós fomos e seremos para sempre.

Mafalda Villa Martins
Nº 16        Turma: 7º 4ª

setembro de 2011