Convidamos os comentadores a enviar textos de escrita criativa ou de outra tipologia para o CRE.
Endereço: becre@esec-vergilio-ferreira.rcts.ptou cat.guerreiro@gmail.com
Se for aluno, professor ou enc. de educação, preferíamos que se identificasse, porém não é obbrigatório.
sexta-feira, 27 de abril de 2007
Vamos Falar de Microcrédito

Foi em clima de expectativa que, no passado dia 7 Maio, as turmas do 10º ano e 11º anos (Cursos profissionais, Tecnológicos e Ciências Socioeconómicas) receberam, no auditório da BE-CRE, o secretário-geral da Associação Nacional do Direito ao Crédito (ANDC), José Centeio.Falou-se da personalidade de Muhammad Yunus, o criador do conceito de microcrédito e laureado com o Prémio Nobel, das primeiras experiências que implementou no seu país natal, o Bangladesh, e do relato que delas faz no livro, O BANQUEIRO DOS POBRES. Esta informação foi traduzida, em directo, pela intérprete de linguagem gestual da nossa escola.
O secretário da ANDC explicou, também, o modo como tem sido concretizado o microcrédito no nosso país, quais os conceitos e finalidades que fundamentam a selecção dos candidatos e o seu posterior encaminhamento. Como associação ao serviço de micro-empresários estabelece uma rede de solidariedades e disponibiliza acompanhamento técnico. Neste âmbito informativo, foram distribuídos folhetos e desdobráveis aos participantes no colóquio.
No essencial, foi um poderoso testemunho quanto à “fé inabalável na criatividade dos seres humanos” para, através de meios concretos, ultrapassarem “ a miséria da fome e da pobreza” (M. Yunus) na sociedade actual em que o desemprego grassa, gerando esperança e desafiando um dos velhos flagelos da Humanidade.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Escrita
Convidamos os comentadores a enviar textos de escrita criativa ou de outra tipologia para o CRE.
Endereços: becre@esec-vergilio-ferreira.rcts.pt ou cat.guerreiro@gmail.com
Se for aluno, professor ou enc. de educação, preferíamos que se identificasse, porém não é obrigatório.
Endereços: becre@esec-vergilio-ferreira.rcts.pt ou cat.guerreiro@gmail.com
Se for aluno, professor ou enc. de educação, preferíamos que se identificasse, porém não é obrigatório.
Terceiro encontro de leitores do Clube de Leitura
Para o terceiro encontro de leitores escolhemos o dia 5 de Junho, às 17h e 15m. Esperamos que os alunos e professores estejam mais libertos das tarefas ligadas à avaliação. Também seria óptimo que surgissem outros leitores de outros grupos da comunidade escolar.
Neste terceiro período,continuando a privilegiar a articulação com a sala de aula, escolhemos a poesia do século XX e XXI. Divulgamos o leque de livros e autores escolhidos, mas estamos abertos a ouvir referências a outros autores de qualidade que queiram divulgar.
Livros propostos:
Poesia do séc.XX e XXI
Autores propostos:
Fernando Pessoa :
– Poesia de F. Pessoa
- Poesia de Álvaro de Campos
Mário de Sá - Carneiro :
– Poesia de Mário de Sá – Carneiro
Sofia de Mello Breyner:
– Livro Sexto
- Búzio de Cós
- Antologia Poética
António Gedeão:
- Antologia Poética
- Poemas Póstumos (2 ex.)
António Aleixo:
- Este Livro Que Vos Deixo ( 2 ex.)
Eugénio de Andrade :
- Antologia Breve
- Rosto Precário
- Obscuro Domínio
- Matéria Solar
-O Sal da Língua
David Mourão Ferreira:
- Obra Poética vol.I
- Quatro Tempos
Ruy Belo :
- Homem de Palavras
-Antologia poética
Florbela Espanca:
- Sonetos ( 2 ex.)
Sebastião da Gama:
- Campo Aberto
-Cabo da Boa Esperança
- Serra-Mãe
- Itinerário Paralelo
José Régio:
- Fado
- Música Ligeira
Al Berto:
- Horto de Incêndio ( 2 ex.)
-Três Cartas da Memória da Índia
José Gomes Ferreira:
- Antologia Poética
Manuel Alegre:
- Tinta Anos de Poesia
Miguel Torga:
- Antologia Poética
Mário Cesriny:
- Manual de Pretidigitação
Vários Autores( Pessoa, Ruy Cinatti, Natália Correia, Nuno Júdice e Al Berto):
- Odes Marítimas
Vários Autores (Além de autores de séc. passados,há muitos autores contemporâneos : Alexandre O'Neill, Daniel Filipe, António Osório,Mª Teresa Horta, Manuel António Pina,Nuno Judice, Maria do Rosário Pedreira, Pedro Mexia,etc...)
- A Alma não é Pequena
Neste terceiro período,continuando a privilegiar a articulação com a sala de aula, escolhemos a poesia do século XX e XXI. Divulgamos o leque de livros e autores escolhidos, mas estamos abertos a ouvir referências a outros autores de qualidade que queiram divulgar.
Livros propostos:
Poesia do séc.XX e XXI
Autores propostos:
Fernando Pessoa :
– Poesia de F. Pessoa
- Poesia de Álvaro de Campos
Mário de Sá - Carneiro :
– Poesia de Mário de Sá – Carneiro
Sofia de Mello Breyner:
– Livro Sexto
- Búzio de Cós
- Antologia Poética
António Gedeão:
- Antologia Poética
- Poemas Póstumos (2 ex.)
António Aleixo:
- Este Livro Que Vos Deixo ( 2 ex.)
Eugénio de Andrade :
- Antologia Breve
- Rosto Precário
- Obscuro Domínio
- Matéria Solar
-O Sal da Língua
David Mourão Ferreira:
- Obra Poética vol.I
- Quatro Tempos
Ruy Belo :
- Homem de Palavras
-Antologia poética
Florbela Espanca:
- Sonetos ( 2 ex.)
Sebastião da Gama:
- Campo Aberto
-Cabo da Boa Esperança
- Serra-Mãe
- Itinerário Paralelo
José Régio:
- Fado
- Música Ligeira
Al Berto:
- Horto de Incêndio ( 2 ex.)
-Três Cartas da Memória da Índia
José Gomes Ferreira:
- Antologia Poética
Manuel Alegre:
- Tinta Anos de Poesia
Miguel Torga:
- Antologia Poética
Mário Cesriny:
- Manual de Pretidigitação
Vários Autores( Pessoa, Ruy Cinatti, Natália Correia, Nuno Júdice e Al Berto):
- Odes Marítimas
Vários Autores (Além de autores de séc. passados,há muitos autores contemporâneos : Alexandre O'Neill, Daniel Filipe, António Osório,Mª Teresa Horta, Manuel António Pina,Nuno Judice, Maria do Rosário Pedreira, Pedro Mexia,etc...)
- A Alma não é Pequena
Comemoração dos Dias Históricos- 25 de Abril
Lembremos o poema de Sophia de Mello Breyner:
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Conforme o projecto inicial resultante da parceria entre os professores de História, o de TIC e a Sala de Estudo, as turmas primeira e quarta do nono ano realizaram inquéritos de rua sobre o 25 de Abril, com destaque para os aspectos positivos decorrentes da revolução, visando um estudo estatístico e interpretação de dados na primeira fase e posterior apresentação em power pointt. cruzando os resultados com imagens e música da época.
Dentro de duas semanas, os alunos apresentarão os dois trabalhos colectivos na Sala de Estudo.
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Conforme o projecto inicial resultante da parceria entre os professores de História, o de TIC e a Sala de Estudo, as turmas primeira e quarta do nono ano realizaram inquéritos de rua sobre o 25 de Abril, com destaque para os aspectos positivos decorrentes da revolução, visando um estudo estatístico e interpretação de dados na primeira fase e posterior apresentação em power pointt. cruzando os resultados com imagens e música da época.
Dentro de duas semanas, os alunos apresentarão os dois trabalhos colectivos na Sala de Estudo.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Dia do Livro, 23 de Abril
Mesmo que todos os dias sejam dias de livros, não deixemos de assinalar este dia. Só lembrar que um livro nunca nos deixa sós e como, às vezes, é difícil arranjar um momento a sós com o nosso livro. Essa intimidade e cumplicidade dificilmente será substituível...
Lembremo-nos, então, que um livro pode preencher muitas vidas...
Lembremo-nos, então, que um livro pode preencher muitas vidas...
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Conferência - Professores para quê?
Realizou-se no auditório do CRE a 4ª Conferência promovida pela Assembleia de Escola em que o tema era a situação dos professores no novo contexto económico, social e cultural.
A comunicação de abertura foi proferida pela Presidente da Assembleia de Escola, Prof.ª Estela Bettencourt, que realçou a difícil situação em que se encontram os professores portugueses,tão pouco valorizados pela sociedade,mas sem nunca desistirem dos seus alunos.
Seguiu-se a comunicação do prof. António Teodoro, antigo presidente da Fenprof,que apresentou as novas condicionantes da escola à luz da globalização e das suas contradições.Uma citação interessante foi esta : " Nunca tantos deixaram de acreditar na escola, nunca tantos a desejaram e procuraram, nunca tantos a criticaram, nunca tantos tiveram tantas dúvidas sobre o sentido da mudança"- João Barroso .
Outro ponto interessante foi a sua perspectiva sobre o perfil do prof. hoje:
- um militante da justiça social
- um investigador da sala de aula
À tarde,, a primeira comunicação foi proferida pela prof.ªManuela Silva e centrou-se no tema " O Mundo Interior dos Professores". A questão abordada evidenciava a distância que existe entre o professor ser humano e o professor idealizado pelo próprio.Os problemas resultam do choque entre os dois.Daí, a instabilidade emocional que tantas vezes existe.
A segunda comunicação esteve a cargo da prof.ª Rosário Barros e intitulou-se " Os Terrores da Performatividade". A temática centrou-se na questão da educação dominada pelas forças que comandam o mercado, dos indicadores, tão enfatizados pela imprensa, que forçam a competição e a exigência de reultados,embora esqueçam a disparidade dos contextos que avaliam. Enfim, toda a mercantilização do conhecimento que não é compatível com as estratégias de ensino mais individualizadas. Neste contexto, se consome a vida dos professores...Apesar de tudo, no final, houve palavras de esperança, porque os nossos alunos merecem o nosso esforço e não queremos desistir.
A comunicação de abertura foi proferida pela Presidente da Assembleia de Escola, Prof.ª Estela Bettencourt, que realçou a difícil situação em que se encontram os professores portugueses,tão pouco valorizados pela sociedade,mas sem nunca desistirem dos seus alunos.
Seguiu-se a comunicação do prof. António Teodoro, antigo presidente da Fenprof,que apresentou as novas condicionantes da escola à luz da globalização e das suas contradições.Uma citação interessante foi esta : " Nunca tantos deixaram de acreditar na escola, nunca tantos a desejaram e procuraram, nunca tantos a criticaram, nunca tantos tiveram tantas dúvidas sobre o sentido da mudança"- João Barroso .
Outro ponto interessante foi a sua perspectiva sobre o perfil do prof. hoje:
- um militante da justiça social
- um investigador da sala de aula
À tarde,, a primeira comunicação foi proferida pela prof.ªManuela Silva e centrou-se no tema " O Mundo Interior dos Professores". A questão abordada evidenciava a distância que existe entre o professor ser humano e o professor idealizado pelo próprio.Os problemas resultam do choque entre os dois.Daí, a instabilidade emocional que tantas vezes existe.
A segunda comunicação esteve a cargo da prof.ª Rosário Barros e intitulou-se " Os Terrores da Performatividade". A temática centrou-se na questão da educação dominada pelas forças que comandam o mercado, dos indicadores, tão enfatizados pela imprensa, que forçam a competição e a exigência de reultados,embora esqueçam a disparidade dos contextos que avaliam. Enfim, toda a mercantilização do conhecimento que não é compatível com as estratégias de ensino mais individualizadas. Neste contexto, se consome a vida dos professores...Apesar de tudo, no final, houve palavras de esperança, porque os nossos alunos merecem o nosso esforço e não queremos desistir.
Oficina de escrita - Poema
Perguntei: O que és?
E tu respondeste: Sou um jogo de traços.
Faço uma careta e lanço-te aquele olhar a dizer:
Explica-te melhor...
E tu explicas: Sim... sou traços leves, carregados, duros, macios...
Sou traços claros, escuros...
Sou traços que acalmam e chocam a verdade que tão falsa é...
Sou traços que brincam e mostram o tanto que é tão pouco do que vemos...
Sou traços que nascem e morrem como imaginas
E eu voltei a perguntar: O que és?
E, com tua grande serenidade, continuas:
Sou o que tão simples pode ser como tão complexo me podes tornar.
Sou pensamentos, sou experiências, sou o que vives e o que viveste...
Que mais serás?
Sou o quê ou quem tu desejas.
Sou uma esperança, sou um sobrevivência
Sou a Vida ou sou a Morte
Sou abstracta ou sou concreta
Sou como me querem, sou como me sentem...
Ja embaraçado, de tanto indagar, repeti: O que és?
Sem demora e firmemente, disseste:
Sou tudo o que existe e não existe.
Então, respirei fundo, bem devagar...
E nesses segundos, olhei para todo o Mundo...
E conclui sem conclusão absoluta:
Tu és Arte.
Eu sou Arte...
Bruno Portugal
O Poeta
E tu respondeste: Sou um jogo de traços.
Faço uma careta e lanço-te aquele olhar a dizer:
Explica-te melhor...
E tu explicas: Sim... sou traços leves, carregados, duros, macios...
Sou traços claros, escuros...
Sou traços que acalmam e chocam a verdade que tão falsa é...
Sou traços que brincam e mostram o tanto que é tão pouco do que vemos...
Sou traços que nascem e morrem como imaginas
E eu voltei a perguntar: O que és?
E, com tua grande serenidade, continuas:
Sou o que tão simples pode ser como tão complexo me podes tornar.
Sou pensamentos, sou experiências, sou o que vives e o que viveste...
Que mais serás?
Sou o quê ou quem tu desejas.
Sou uma esperança, sou um sobrevivência
Sou a Vida ou sou a Morte
Sou abstracta ou sou concreta
Sou como me querem, sou como me sentem...
Ja embaraçado, de tanto indagar, repeti: O que és?
Sem demora e firmemente, disseste:
Sou tudo o que existe e não existe.
Então, respirei fundo, bem devagar...
E nesses segundos, olhei para todo o Mundo...
E conclui sem conclusão absoluta:
Tu és Arte.
Eu sou Arte...
Bruno Portugal
O Poeta
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Concurso Nacional de Leitura
A Biblioteca Municipal de Loures informou-nos já sobre a data da fase distrital do concurso e quais os livros a ler para concorrer.
Aqui vai a informação para os nossos concorrentes e para toda a escola:
Fase distrital a realizar na Bilioteca José Saramago, em Loures, dia 12 de Maio, das 10h e 30m às 11h e 30m.
Livros a concurso para o terceiro ciclo:
A Floresta de Sofia de Melo Breyner
Inês De Portugal de João Aguiar
Quem Me Dera Ser Onda de Manuel Rui
Livros a concurso para o secundário:
O Velho Que Lia Romances De Amor de Luís Sepúlveda
A Instrumentalina de Lídia Jorge
A Cidade E As Serras de Eça Queirós
Conforme indicação da Biblioteca de Loures, os alunos devem comparecer às 9h e 30m e ir munidos de uma autorização do encarregado de educação para poderem participar no concurso .
Professores da nossa bilioteca acompanharão os alunos.
Informação útil
As obras a concurso estão à disposição dos alunos na nossa biblioteca, à excepção da obra do escritor angolano Manuel Rui, Quem Me Dera Ser Onda, por estar esgotada neste momento. Pedimos aos alunos, professores ou encarregados de educação que, eventualmente, a possuam o favor de a emprestarem à biblioteca até 12 de Maio. Por favor, contactem a Prof.a Catarina Guerreiro.
Aqui vai uma breve informação sobre a obra do escritor angolano, Manuel Rui:
Aqui vai a informação para os nossos concorrentes e para toda a escola:
Fase distrital a realizar na Bilioteca José Saramago, em Loures, dia 12 de Maio, das 10h e 30m às 11h e 30m.
Livros a concurso para o terceiro ciclo:
A Floresta de Sofia de Melo Breyner
Inês De Portugal de João Aguiar
Quem Me Dera Ser Onda de Manuel Rui
Livros a concurso para o secundário:
O Velho Que Lia Romances De Amor de Luís Sepúlveda
A Instrumentalina de Lídia Jorge
A Cidade E As Serras de Eça Queirós
Conforme indicação da Biblioteca de Loures, os alunos devem comparecer às 9h e 30m e ir munidos de uma autorização do encarregado de educação para poderem participar no concurso .
Professores da nossa bilioteca acompanharão os alunos.
Informação útil
As obras a concurso estão à disposição dos alunos na nossa biblioteca, à excepção da obra do escritor angolano Manuel Rui, Quem Me Dera Ser Onda, por estar esgotada neste momento. Pedimos aos alunos, professores ou encarregados de educação que, eventualmente, a possuam o favor de a emprestarem à biblioteca até 12 de Maio. Por favor, contactem a Prof.a Catarina Guerreiro.
Aqui vai uma breve informação sobre a obra do escritor angolano, Manuel Rui:
Quem Me Dera Ser Onda
Na família Diogo cada vez mais se desenhava diferença de atitude em relação a “carnaval da vitória”. Os dois miúdos tratavam o porco como membro da família. Limpavam o cocó dele, davam-lhe banho e, todos os dias, passavam nas traseiras do hotel a recolher dos contentores pitéus variados com que o bicho se giboiava.
O suíno estava culto, quase protocolar. Maneirava vénias de obséquio com o focinho e aprendera a acenar com a pata direita, além de se pôr de papo para o ar à mínima cócega que um dos miúdos lhe oferecesse na barriga.
Pai Diogo aferia o porco de maneira diferente. Para ele era tudo carne, peso, contabilidade no orçamento familiar. Indisposto de engolir o peixe frito, os olhos dele bombardeavam direito no porco para um balanço da engorda: “estás-te a aburguesar mas vais ver o que te espera – e com a mão no pescoço mostrava-se aos filhos na forma como se corta uma goela – faca! É o fim de todos os burgueses!
Os garotos desgostavam daquela forma do pai ser. Entristeciam da cena porque “carnaval da vitória” estava já na vida do coração deles ancho de amor pelo amigo mais íntimo. (link)
quarta-feira, 28 de março de 2007
semana cultural

O convívio entre as duas escolas.
Já repararam no Sebastião? Como participou activamente com o Duarte e outras amigas do 7ºano( de costas) e a Susana Paço do 12º ano na contaminação poética, que invadiu a escola no dia mundial da poesia, quando chegou a hora do lanche com os amigos da escola António Gedeão, estava cheio de fome.
Semana Cultural
sexta-feira, 23 de março de 2007
semana cultural
A Gincana Cultural realizou-se no dia 19 e teve muitos participantes. Aqui vemos uma das provas que consistia na identificação de dois escritores portugueses, entre treze caricaturas do designer André Carrilho, antigo aluno desta escola.
Os prof.s de Físico- Química puseram os colegas a fazer experiências. Talvez a lembrar- nos que a cultura científica também faz parte da tão falada "cultura".
Semana Cultural

A Cátia e o João em plena actuação
A BECRE convidou a escola António Gedeão a estar presente com uma encenação notável da poesia de António Gedeão, " Perpétuo Movimento", para celebrar o Dia Mundial da Poesia, dia 21 de Março, inserindo-a nas actividades do Departamento de Línguas .
Ao prof. Francisco, nosso inesquecível colega, que tanto do seu talento e esforço deu a esta escola, quando aqui trabalhou, e à prof.a Ana Margarida que, com os seus alunos, nos ofereceram este belo espectáculo, o nosso agradecimento. Esperamos continuar a nossa parceria com a escola António Gedeâo.
No final deste espectáculo, tivemos o gosto de ouvir os nossos alunos, a Cátia e o João. Ela, com a sua bela voz, e ele ,com a sua música, encantaram os colegas e os professores presentes
Neste mesmo dia, o Departamento de Línguas organizou uma Contaminação Poética, levando a poesia a todos os locais da escola. Foi uma verdadeira epidemia...
Como é já tradição, houve a Oficina de Escrita Criativa na Sala B3, onde os alunos escreveram em várias línguas, seguindo as sugestões afixadas ou não. Os melhores textos, em cada língua, terão prémios, a entregar em sessão solene no terceiro período.
A escola António Gedeão
Ao prof. Francisco, nosso inesquecível colega, que tanto do seu talento e esforço deu a esta escola, quando aqui trabalhou, e à prof.a Ana Margarida que, com os seus alunos, nos ofereceram este belo espectáculo, o nosso agradecimento. Esperamos continuar a nossa parceria com a escola António Gedeâo.
No final deste espectáculo, tivemos o gosto de ouvir os nossos alunos, a Cátia e o João. Ela, com a sua bela voz, e ele ,com a sua música, encantaram os colegas e os professores presentes
Neste mesmo dia, o Departamento de Línguas organizou uma Contaminação Poética, levando a poesia a todos os locais da escola. Foi uma verdadeira epidemia...
Como é já tradição, houve a Oficina de Escrita Criativa na Sala B3, onde os alunos escreveram em várias línguas, seguindo as sugestões afixadas ou não. Os melhores textos, em cada língua, terão prémios, a entregar em sessão solene no terceiro período.
A escola António Gedeão
terça-feira, 20 de março de 2007
Semana da Leitura, de 5 a 9 de Março
A Semana da Leitura, de 5 a 9 de Março, foi uma iniciativa da Dra. Maria Cavaco Silva inserida no Plano Nacional de Leitura a que a escola aderiu, inscrevendo-se com três actividades:
- Encontro com o pintor Lívio de Morais para reflectir sobre alguns livros que foram lidos no âmbito do Clube de Leitura e, sobretudo, para debater a inquietante questão da arte actual.
- Concurso Pessoana Mínima, destinado aos alunos do 12ºAno, que consistiu na identificação de versos de Fernando Pessoa ortónimo, incluindo os da Mensagem, e dos seus heterónimos.
- Decoração da Biblioteca e da Sala de Estudo com versos de Fernando Pessoa.
Balanço:
- O encontro com o pintor foi adiado para o terceiro período, por motivo de doença do convidado.
- Os versos de Fernando Pessoa encheram a Biblioteca e a Sala de Estudo e despertaram a curiosidade dos alunos.
- o Concurso Pessoana Mínima, dirigido especialmente aos alunos do 12º ano, teve poucos participantes , dada a época escolhida, pois muitos alunos tinham de estudar para testes .
Teremos de comunicar aos organizadores destas actividades, a nível nacional, que se informem primeiro sobre a vida das escolas.
De qualquer modo, muitos alunos acharam a ideia interessante .
Aqui apresentamos as duas alunas do 12º Ano que ganharam o concurso, demonstrando conhecer bem a poesia de F. Pessoa
-1º prémio -Susana Paço
- 2º prémio - Cátia Santos
Já enviámos imagens do concurso para os organizadores da Semana da Leitura.
Agradecemos aos participantes todo o empenho. Eles gostam efectivamente do nosso maior poeta do século XX.
Ao nosso repórter fotográfico , Luís Telésforo, que também concorreu, o nosso agradecimento especial.
Eterna Sonhadora
Digo-me poeta e sei-me apaixonada pelo mundo que me rodeia. Muitas vezes, nestes meus pensamentos sem fim, me deparo com a questão “Quem sou eu?”…Poderia, simples e objectivamente, dizer que não passo de mais uma rapariga Portuguesa, de 16 anos, com o nome que me deram à nascença. A verdade é que não sou!
Sou ,pois, uma cidadã do Mundo, com vários nomes e facetas dentro de mim, heterónimos assim os chamam, e com a verdadeira idade na alma.
Viajo ao sabor do vento, enquanto me fazem sentir que a verdadeira felicidade está no brilho dos olhos.
Devo a minha vida à minha fascinante mãe, meu falecido mas inesquecível pai, carinhosa e perspicaz avó, genialidade de irmãos, ensinamentos de tias-avós e crença do eterno dia….
Meu coração?
Pertence a cada uma das pessoas que conseguiram um dia parar o vento e levar-me à lua, quer estejam presentes na minha memória, ou não.
É assim: sou poeta de meia-lua, ilusão do fascínio de várias mentes.
Vivo no mundo do inesquecível, pois um dia decidi sonhar!
Rita Duarte
10º 7ª
Sou ,pois, uma cidadã do Mundo, com vários nomes e facetas dentro de mim, heterónimos assim os chamam, e com a verdadeira idade na alma.
Viajo ao sabor do vento, enquanto me fazem sentir que a verdadeira felicidade está no brilho dos olhos.
Devo a minha vida à minha fascinante mãe, meu falecido mas inesquecível pai, carinhosa e perspicaz avó, genialidade de irmãos, ensinamentos de tias-avós e crença do eterno dia….
Meu coração?
Pertence a cada uma das pessoas que conseguiram um dia parar o vento e levar-me à lua, quer estejam presentes na minha memória, ou não.
É assim: sou poeta de meia-lua, ilusão do fascínio de várias mentes.
Vivo no mundo do inesquecível, pois um dia decidi sonhar!
Rita Duarte
10º 7ª
Amigo SONHO
Olá, como estás?
O que aconteceu que não me vens visitar há tanto tempo? Eu, sempre que adormeço, espero por ti, mas tu, nada. Parece que te esqueceste de mim ou então fartaste-te das nossas aventuras. Olha, eu não. Começo a estar farto de passar as noites numa escuridão total, sem o mínimo interesse, sem uma luz que dê cor à noite.
Acho que não me tens vindo visitar, porque deves andar ocupado a servir de companhia a outros como eu, que acham que dormir é uma perda de tempo, a não ser que se aproveite esse tempo para fazermos coisas estranhas que só se realizam nos sonhos.
Lembras-te daquela noite em que eu estava sozinho no cimo da Serra da Estrela, junto a um precipício?
Então abri os braços, que já não eram braços, mas grandes asas negras cheias de penas, e tu disseste-me para me atirar para a frente. Eu, então, comecei a bater asas com muita força e o meu corpo tinha penas e eu era um pássaro. Tu gritavas para eu não parar de voar e para olhar para baixo. Eu estava cheio de medo, mas, ao mesmo tempo, era boa aquela sensação de liberdade e eu estava disposto a ir até ao fim do mundo. Estava feliz por ser um pássaro e já não queria voltar a ser pessoa
Mas, a pouco e pouco, deixei de te ver. Tu ias desaparecendo e eu lentamente ia descendo, até que parei junto ao mar. Olhei para mim e, tristemente, vi que o fantástico pássaro negro era afinal um rapaz normal de carne e osso incapaz de voar.
Desde essa altura, nunca mais soube de ti. Preciso de te ver com urgência. Não precisas de me escrever ou telefonar. Basta que surjas, mal eu feche os olhos, para termos a noite toda para nos divertirmos.
Um abraço do teu amigo
Pedro Almeida
2006/07 10ºAno 4ª Turma nº 23
O que aconteceu que não me vens visitar há tanto tempo? Eu, sempre que adormeço, espero por ti, mas tu, nada. Parece que te esqueceste de mim ou então fartaste-te das nossas aventuras. Olha, eu não. Começo a estar farto de passar as noites numa escuridão total, sem o mínimo interesse, sem uma luz que dê cor à noite.
Acho que não me tens vindo visitar, porque deves andar ocupado a servir de companhia a outros como eu, que acham que dormir é uma perda de tempo, a não ser que se aproveite esse tempo para fazermos coisas estranhas que só se realizam nos sonhos.
Lembras-te daquela noite em que eu estava sozinho no cimo da Serra da Estrela, junto a um precipício?
Então abri os braços, que já não eram braços, mas grandes asas negras cheias de penas, e tu disseste-me para me atirar para a frente. Eu, então, comecei a bater asas com muita força e o meu corpo tinha penas e eu era um pássaro. Tu gritavas para eu não parar de voar e para olhar para baixo. Eu estava cheio de medo, mas, ao mesmo tempo, era boa aquela sensação de liberdade e eu estava disposto a ir até ao fim do mundo. Estava feliz por ser um pássaro e já não queria voltar a ser pessoa
Mas, a pouco e pouco, deixei de te ver. Tu ias desaparecendo e eu lentamente ia descendo, até que parei junto ao mar. Olhei para mim e, tristemente, vi que o fantástico pássaro negro era afinal um rapaz normal de carne e osso incapaz de voar.
Desde essa altura, nunca mais soube de ti. Preciso de te ver com urgência. Não precisas de me escrever ou telefonar. Basta que surjas, mal eu feche os olhos, para termos a noite toda para nos divertirmos.
Um abraço do teu amigo
Pedro Almeida
2006/07 10ºAno 4ª Turma nº 23
Preguiça
Preguiça
Escrevo-te esta carta para te dizer o quanto me incomodas.
Tento resistir-te desde o início do dia até ao chegar da noite.
Incomodas-me quando, numa manhã, me vences e não me deixas levantar, continuando a dormir alheia a tudo! Não me levanto, visto, como ou saio de casa, porque simplesmente me obrigas a ignorar o ritual estabelecido e a continuar deitada.
Fazes-me perder horas diante da televisão. Enervas-me!
No ginásio, esforço-me para que não me obrigues a parar.
Interrompes os meus estudos.
Vejo em ti um péssimo vício no qual não encontro qualquer virtude.
Peço-te que me deixes.
Com os melhores cumprimentos.
Joana Vieira
2006/07 - Nº 17 do 10º Ano 4ª Turma ( 10 de Fevereiro de 2007)
Escrevo-te esta carta para te dizer o quanto me incomodas.
Tento resistir-te desde o início do dia até ao chegar da noite.
Incomodas-me quando, numa manhã, me vences e não me deixas levantar, continuando a dormir alheia a tudo! Não me levanto, visto, como ou saio de casa, porque simplesmente me obrigas a ignorar o ritual estabelecido e a continuar deitada.
Fazes-me perder horas diante da televisão. Enervas-me!
No ginásio, esforço-me para que não me obrigues a parar.
Interrompes os meus estudos.
Vejo em ti um péssimo vício no qual não encontro qualquer virtude.
Peço-te que me deixes.
Com os melhores cumprimentos.
Joana Vieira
2006/07 - Nº 17 do 10º Ano 4ª Turma ( 10 de Fevereiro de 2007)
Querido Cupido
Planeta Terra, 13 de Fevereiro de 2006
Querido Cupido
Esta carta não é nada mais do que uma reclamação pelos serviços não prestados! É um ultraje! Falta um dia para o Dia dos Namorados, mas amor, para mim, nem vê-lo! Uma vergonha!
Desejo saber o que dizes em tua defesa, suposta divindade do amor, para que um dia, antes do “teu” dia, ainda haja “jarras sem par”.Eu sei que também temos de fazer pelo amor, mas onde está a tua ajuda?
Eu contento-me com pouco: habilidade para manter uma conversa interessante, bom humor, apreço aos seus, bondade, honestidade, solidariedade, vontade de ser feliz, um bonito sorriso, sentido de individualidade, gosto pelas artes, responsabilidade e sentido estético…será assim tão difícil?
Tenho mais uma queixa: acredito que já não distribuis amor, mas sim paixão, porque agora os casamentos não duram nada!
Hoje em dia, as pessoas casam-se e deixam-se como mudam de camisa!
E tu?
Tu não fazes nada!
Estou disposta a escrever a outras divindades superiores a ti, pedindo a tua demissão, por não cumprires a tua tarefa. Se não receber uma resposta pronta, recorrerei à Afrodite, a Zeus e, em último caso, ao conselho Divino, denunciando a tua incompetência.
Uma mal - amada
Patrícia Soares
Querida Lembrança
Rua da Imaginação nº 12, 4º M
Imaginolândia, 07.02.2576
Imaginolândia, 07.02.2576
Há muito te queria enviar esta carta, mas o esquecimento apodera-se de mim. Hoje deve ter-se esquecido de me esquecer. Já devia ter chegado…Enfim, continuemos.
Agora que posso escrever, sem me esquecer, queria pedir-te que, das tuas “gavetas memoriais”, retirasses a “pasta” da minha infância e juventude. Sei que já passaram muitos anos desde essa minha idade de criança, tantos que já nem eu próprio sei se alguma vez fui miúdo, mas, agora que este maldito esquecimento já consumiu grande parte da minha memória, pedia-te que me enviasse essas “pastas” ou, se não puderes, os tópicos dos momentos mais importantes.
Agora que os carros voam e que as pessoas passam as férias em Marte, é-me necessário recordar os momentos em que o Homem ia só à Lua e em que Marte era uma ilusão, aqueles tempos em que os carros só andavam nas estradas e só voavam nos filmes americanos, esses anos em que a própria Natureza controlava a temperatura do planeta, sem ser necessário esta cápsula sufocante que cobre o planeta…
_ Toc, toc, toc…
Bem, está alguém a bater à porta. Deve ser o Esquecimento. Vem tirar novamente as ilusões.
Antes que arrombe a porta e me assalte a alma, só te peço que faças o possível para me resolveres este tormento. Não precisa de ser já, tenho tempo.
Vou abrir-lhe a porta, antes que me esqueça.
Os melhores cumprimentos do teu esquecido
Miguel
Nº 20 10º Ano T: 5ª
13 de Fevereiro de 2007
Oficina de Escrita
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