segunda-feira, 14 de abril de 2008

9º 3ª EM VISITA de ESTUDO A PORTIMÃO















24 de Março 2008 – Segunda-feira

Na estação rodoviária
Catorze ensonados
De estilos variados
Com malas, mochilas e sacos
Bolas, malinhas e casacos
Apanham a camioneta
Rumo a Portimão.
Chega o Costa atrasado,
Mas a Cláudia foi a primeira.
Acenam todos com a mão
Aos pais preocupados,
Com boa disposição.
Grande viagem pela frente,
Vamos tirando os casacos
Que o ar fica quente.
E na breve paragem
Ainda há tempo para brincar,
Basta uma aragem
Para poder refrescar.
Voltamos ao transporte,
Ansiosos por chegar.
Mas falta o minibus ainda,
No centro da cidade.
A animação é linda,
Quando cheira a liberdade.
Depois da arrumação
Na pousada desejada
Aperta a fome (coitados!).
É hora da petiscada!!!
São bifanas e cachorros,
Iceteas e coca-colas…
Depois da barrigada,
Volvidos à pousada,
Após as compras no PLUS,
Vem o cansaço:
O jogo com a bola
E a piscina de água gelada.
À noite, vamos à baixa
E depois de muita volta
É no chinês que jantamos
Em duas mesas redondas,
Rimos, comemos e falamos.
E o frio não nos impede
De irmos ver as ondas,
Que o passeio pela praia
É para quem com ele se distraia.
Voltamos à Pousada
E o tema é A FELICIDADE.
Com uma breve reflexão
Para que tudo tenha validade,
Haja ensino e propriedade.

25 de Março 2008 – Terça-feira

Após o pequeno-almoço,
Prepara-se o piquenique,
Que ontem à noite o “chlique”
De preguiça deu em cada “moço”.
Vamos às ruínas? Então?
É uma hora para lá,
Outra hora para cá…
Todos dizem que NÃO
Fartos de viajar,
Na camioneta a baloiçar.
Vamos onde? Então?
À praia mergulhar.
E para lá chegar,
Caminhamos quilómetros,
Só para poupar…
Já na Praia do Vau,
Uns dormem secretos,
Outros mergulham directos,
E muitos conversam,
Que o tempo não está mau,
Com sorrisos abertos.
E aí vai o piquenique
Com delícias infinitas,
Onde não faltam batatas fritas.
Há sumos e delícias,
Salsichas e maionese
São gastronómicas carícias
E ninguém se aborrece.
Voltamos já cansados,
Do jogo à bola e do frio,
Da espera pelo táxi infalível.
Toca a preparar pessoal,
Que jantamos na pousada,
Onde depois escrevem a fio
Sobre uma MENTE FLEXÍVEL.
Depois disso vem o bilhar,
Bolas a entrar e a sair.
Um vaivém de gelados,
Todos devorados,
Entre um fechar de olhos e abrir…
Quem em sono falou
Foram poucos, já se pressentia,
Que a brincadeira acabou
De madrugada ou já amanhecia?
Só Deus testemunhou
Quem conversou e quem se ria…
Que dormir fora de casa
É um convite à folia…
Amanhã vai ser a matar,
Para acordar estes “fixes”,
Vai ser preciso um guindaste,
Para os içar dos beliches.

26 de Março 2008 – Quarta-feira

O Paulo Nunes distribuiu
As senhas do pequeno-almoço,
Porque todo o grupo ruiu
Ao sono preguiçoso.
Fomos depois comprar, à conquista,
Artigos para o almoço.
Não vamos já para a cidade
Que o filme programado
É para a noite, é verdade,
Vimos no folheto Jovem Marte.
E foi vê-los preparar
Pizzas, esparguete e lasagna,
Na cozinha do alberguista.
Almoçámos na esplanada
Como família abastada.
E depois, o jogo de bilhar
As cartas de jogar,
E os jogos de entreter
Dominaram o entardecer.
Depois foi o passeio
No centro comercial.
Das compras o anseio
Na caminhada habitual.
Vimos a exposição
De gosto excepcional,
Porque as peças de pão
E as de açúcar monumental
Eram com pormenor real.
A visita dos tios do Mário,
Com pastilhas para a rouquidão,
Aliviaram o pequeno
Com a garganta em tensão.
Seguiu-se o jantar de sopas,
Pitas, hamburgueres e tal,
Como preparação
Para o filme em acção.
Ao “Paranoid Park” assistimos
Com bastante atenção,
Com pipocas à mistura
E muita circunspecção.
Já na pousada, noite fora,
Reboliço não faltou
Até que a sombra da professora
O silêncio implantou.
E que mais fazer agora
Que a juventude se instalou?
É preciso não esquecer
Que a liberdade termina
Se a alguém incomodou.
Estas aprendizagens fortes
Nestas saídas ficam
Na vida como suportes.

27 de Março 2008 – Quinta-feira

Começámos com força total,
Depois da refeição,
Um debate sobre o filme
E uma crítica escrita à mão,
Seguida do jogo UNO.
Vamos almoçar?
Onde estão as menininhas?
Foram-se arranjar…
Outra vez?
E chegam todas bonitinhas…
E os rapazes? Ensonados
E com picadelas de mosquitos,
Andam assim meio arrastados
Mas todos bonitos.
São calças ou calções,
Cada t-shirt sua cor.
Com chinelos ou ténis,
Cada um, um amor.
Mas o Paulo com o pé ligado,
E a Cláudia com a mão ferida,
Parece a brigada do desgraçado,
Mas muito querida.
Depois da almoçarada
(cachorros, bifanas e bebidas),
Repimpados na esplanada,
Nove queridos e três queridas.
Voltaram depois à pousada
Para lermos a “AIA” do Eça
Em leitura alternada,
Para conquistar a atenção
De todos, deste e dessa,
Na conjunta interpretação.
Seguiu-se o bilhar, a piscina,
A televisão e a gargalhada,
A conversa e a jogada…
Vêm aí os táxis!!!
Vamos à zona ribeirinha
Ao atelier de teatro.
Vamos celebrar o dia mundial
Desta arte milenar.
Vamos encenar?
Vamos é participar!
E os Filipes encantaram
Com gracioso humor
As meninas e público
Que os acharam um furor!!!
Jantamos em Portimão,
Uma picanha saborosa,
Que nos conquistou o coração,
E fez as nossas delícias,
Que a fome era da grossa
(digo isto sem malícias!).



Pena que o João perdeu
Da carteira o dinheirinho
E vê-lo triste até doeu
A alma a um pobrezinho.
E o Paulo Nunes, que é do cartão
Do quarto que é só seu?
Irá dormir no chão
Ou mirar toda a noite o céu?
Quase tudo se resolveu, enfim…
Ninguém pode dizer
Que não há azares e surpresas.
Nessas alturas, sem pressas
O que se pode fazer
É contar com um amigo.
E o Diogo foi companheiro,
Antes de jantar caminhou
Com o João aos táxis primeiro,
Para saber se alguém apanhou
A carteira e o dinheiro.
Estava na pousada,
Soube-se ao telefone depois,
Mas a quantia desejada
Alguém tinha retirado. Pois!
Alto! Que entra a Polícia,
Para ver as filmagens
Que a vigilância faz.
Ideia de excelente perícia
Que se torna incapaz.
Afinal as imagens gravadas
De dez em dez minutos são apagadas.
Paciência! É a vida…
Vamos ter é mais cuidado,
Nada de esquecimentos
Que fica tudo estragado.

28 de Março 2008 – Sexta-feira

Após a refeição primeira
É hora de arrumar
As malas e os atavios
Ao meio-dia é para deixar
Os quartos já vazios.
E telefona a mãe querida
Pelo casaco, do João envergonhado.
Perdido entre a arrumação,
Das bagagens da multidão,
É de imediato encontrado.
Vamos depois almoçar
No refeitório, bem cedo,
Porque a televisão e o bilhar
Fazem uma fome que mete medo.
A tarde é para o descanso:
Telemóveis, jogos e Mp3,
Com as malas a um canto,
Distrai-se cada um na sua vez.
Um vidro partido?
Em que quarto? Que novidade!!!
Paga-se e pronto,
Como manda a verdade.
Vamos regressar inteiros,
Todos juntos novamente.
De táxi, os primeiros,
Não aguardam pela sua gente?
É que não podiam esperar
Que a fome é de matar.
Lancha-se e passeia-se,
Que o tempo está a acabar.
Vai ainda o jogo da bola
Perto do repuxo do café.
A máquina fotográfica rola,
Na mão do João. Olé!!!
É bonito o entardecer,
Perto do rio, as gaivotas
Gemem de prazer,
Dando as suas voltas.
As meninas já compraram
“D. Rodrigos” para os pais,
Enquanto os barcos passaram,
Pela ponte e junto ao cais.
Vai chegando a noitinha,
Chegados nós à paragem
No largo do dique reunidos
Com desejos que seja rapidinha
E votos de boa viagem.
Cantou-se no transporte,
Riram e conversaram…
Chegamos à meia-noite,
Um grupo muito mais forte!
Professora Responsável
Língua Portuguesa e Estudo Acompanhado, ANA CIRNE

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