sexta-feira, 17 de abril de 2009

Viagem ao Piódão

Côja, a terra natal do organizador da nossa visita, o professor Rui Reis


CONSIDERAÇÕES SOBRE A VISITA DE ESTUDO AO PIÓDÃO

DIAS 23 E 24 DE MARÇO DE 2009



« Em primeiro lugar, devo frisar que adorei ter ido na viagem organizada ao Piódão.
Esta visita de estudo proporcionou-me momentos únicos e muito divertidos, para além de ter permitido o convívio entre pessoas que não conhecia.
Gostei muito da visita a Coimbra, mas fiquei com pena de não ter visitado a Quinta das Lágrimas. Por outro lado, achei interessante o facto de termos entrado numa sala de aula da Universidade.
Em relação à aldeia do Piódão, confesso que fiquei impressionada com a sua beleza. Tanto a visita ao museu como à própria freguesia foram bastante enriquecedoras, mas o momento que mais me marcou foi o “ Piódão by Night”.
A viagem e o convívio na esplanada da praça principal vão permanecer na minha memória.
Por último, não posso deixar de referir a paisagem da Mata da Margaraça e a cascata da Fraga da Pena, espaços situados na Serra do Açor. A sua beleza, calma e tranquilidade ficarão para sempre registadas nas fotografias que tirei.
Em suma, todo o passeio terminou com um balanço positivo. A conjugação entre o convívio do grupo e os locais visitados foi perfeita e só tenho pena de estes dois dias terem passado demasiado depressa. Todos ficámos a pedir mais! »

Ana Vilela Lima 12º7ª



Nestas considerações finais sobre a vista de estudo de dois dias, realizada a diferentes locais - Coimbra, Côja, Piódão, Serra do Açor ( Mata da Margaraça e Fraga da Pena), Arganil – direi que foram atingidos todos os objectivos para a mesma, conhecendo-se o condicionalismo do tempo que obriga a fazer escolhas, o que sempre acontece em qualquer visita …
Dos folhetos distribuídos aos alunos podemos retirar algumas informações sobre o Piódão, a Mata da Margaraça e a Fraga da Pena ( sobre Coimbra, obviamente, a informação está mais acessível !), para quem não teve a oportunidade de realizar esta visita de estudo:

A- « O Piódão é uma aldeia que mantém as características originais da região, mas já não é um ermo, o fim do mundo como muitos o apelidavam. A aldeia possui um traçado e uma disposição típica de um povoamento concentrado de montanha ….os materiais de construção são aqueles que a terra oferece: xisto, madeira e barro. A arquitectura das casas está também muito relacionada com o forte declive da povoação….»

B -« A Mata da Margaraça com cerca de 50 ha e ocupando uma vertente com exposição N- NW, entre 400 e os 800 m, próximo das aldeias de Pardieiros e de Relva Velha, esta formação florestal é uma variante do carvalhal primitivo, caracterizado pela presença de elementos de cariz mediterrâneo, caso do medronheiro, folhado e loureiro…»

C -« A Fraga da Pena constitui um interessante acidente geológico atravessado pela Barroca de Degraínhos, originando um conjunto de sucessivas quedas de água. Este local conserva nas margens da linha de água alguns exemplares antigos de carvalho – alvarinho, castanheiros e medronheiros…».

A terminar sublinho e agradeço aos alunos que participaram na visita de estudo ( alunos do 12º - 7ª e alunos de E.M.R.C. ) a forma como se comportaram e se relacionaram ao longo dos dois dias, entre si e com os professores.

Às colegas Isabel Vilaça, Catarina Guerreiro e colega Aníbal Vicente que colaboraram e se entusiasmaram com esta visita “a terras da minha infância” o meu muito obrigado, extensivo aos órgãos da escola que a autorizaram e a apoiaram.

Prof. Rui Reis




A aldeia do Piódão vista do hotel




Boa disposição em plena Natura...





Em plena Mata da Margaraça


Perto da Fraga da Pena

A caminho da Fraga da Pena


Uma das aldeias da Serra do Açor

O Hotel do Piódão onde ficámos instalados

Dos ramos de oliveira do Domingo de Ramos as pessoas fazem pequenas cruzes de boas vindas aos visitantes

Ruas do Piódão



Ruas do Piódão
Ruas do Piódão



Que bem que se está no campo...

Bela casa da aldeia



A Mafalda no Museu do Piódão


Pormenor do Museu Etnográfico do Piódão


Atentos às explicações da directora do museu


Entrando no Museu do Piódão
Vista da bela aldeia do Piódão


A Quinta das Lágrimas



Os "turistas" na ponte pedonal sobre o Mondego



O urso e as meninas

Nas margens do Mondego


Deambulando em Coimbra

O nosso organizador, o prof. Rui Reis a dar informações sobre a Sé Velha de Coimbra


Conhecendo uma sala de aula da Universidade de Coimbra



O foral de D. Diniz que cria a Universidade de Coimbra


Chegando à Universidade...




Satisfação da professora Isabel Vilaça e das suas meninas



O Penedo da Saudade

Panorâmica da cidade de Coimbra

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Prémio APEF "Álcool e os Jovens"

A Fátima Filipe, o Tomás Reis e a Madalena Galvão, os vencedores do concurso
Os cartazes vencedores do concurso da APEF

3º prémio João Mendes e Mª Madalena Galvão.

2ºprémio ► Tomás Reis

1ºprémio Fátima Alexandra Filipe

Foi pedido aos dois concorrentes que escrevessem uma breve explicação de como surgira este concurso e o prémio com que foram distinguidos pela sua proposta de Cartaz. Este foi o texto que compuseram os autores do cartaz seleccionado para o terceiro lugar do concurso, Madalena Galvão e João Mendes.

(…)

A APEF (Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado) lançou o concurso que propunha a elaboração de cartazes por parte dos alunos do ensino básico e secundário, com o objectivo de alertar a população jovem sobre os perigos do consumo excessivo de álcool e das consequências a este adjacentes.

Os cartazes seleccionados seriam posteriormente usados como objectos na campanha que alerta para os perigos do álcool sobre grande parte dos adolescentes.

Assim, os alunos participantes empenharam-se na elaboração de cartazes apelativos expondo o seu engenho e a sua expressividade, combinando a arte com o poder de comunicação.

João e Madalena 9º ano

Deve acrescentar-se que a ideia da APEF de criar um concurso, expressamente para os alunos da Vergílio Ferreira, veio no âmbito de colaborações diversas que o “Projecto de Educação para a Saúde” existente na nossa Escola desde há dois anos a esta parte, tem vindo a desenvolver em relação estreita com o Hospital de Santa Maria. Desde o início esta ideia foi abraçada, com muito agrado, pelo Grupo de professores de Artes Visuais. Contou com sessões prévias de esclarecimento e debate sobre os malefícios para a saúde, decorrentes do consumo das bebidas alcoólicas, durante as quais o Dr Rui Tato Marinho e a sua equipa visitou a Escola, no âmbito de Aula, adaptando-se a grupos e idades, esclarecendo universos e questões.

Conteúdos programáticos da comunicação visual, dos processos de divulgação técnica através do cartaz, impactos da comunicação e divulgação visual na sociedade contemporânea, para além da consciencialização para as questões cívicas e de protecção à saúde no desenvolvimento pleno e equilibrado dos jovens, foram aspectos que estiveram subjacentes ao trabalho levado a cabo pela Escola e Instituições envolvidas.

Foi laborioso o processo de “construir” cerca de 33 cartazes, alguns acompanhados de perto pelos professores, aqueles em que o 8º e 9º anos trabalharam na disciplina de “Educação Visual”. Aí, com técnicas mistas desde a colagem, ao lettering mais individualizado, à exploração experimental dos computadores na manipulação da Imagem , envolvendo 50 alunos-criadores (trabalhos alguns de grupo) do ensino básico. Aconselhando, criticando os projectos que outros 15 alunos do ensino secundário outras propostas foram amadurecendo, estas em maior autonomia já como “artistas fora de sala de aula”, e, concretizaram-se 29 outros trabalhos. Os professores de artes foram referência e fio condutor da qualidade dos trabalhos presentes a concurso.

Ao Júri coube trabalho exigente de atenta observação, reflexão e escolha, constatando a elevada qualidade dos Cartazes e o gosto de participar em actividades que projectam a cidadania empenhada dos Jovens/Alunos e da Escola na Sociedade.

Isabel Pereira,

elemento do Júri do Concurso

professora e coordenadora do

departamento curricular de Artes Visuais

terça-feira, 7 de abril de 2009

Gincana - Semana Cultural






Como é tradição da nossa escola, realizou-se mais uma vez a Gincana Cultural em que participaram cerca de quarenta equipas.
Os vencedores serão anunciados a breve prazo e os prémios serão entregues em sessão solene a realizar em Maio, durante a qual serão também atribuídos todos os outros prémios decorrentes de outras actividades da semana cultural.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Laboratórios Abertos durante a Semana Cultural







Laboratório Aberto – Ciência Para todos!

O laboratório aberto foi uma iniciativa que teve lugar na semana cultural, no dia 19 de Março e contou com a colaboração dos alunos de Ciências, sugerida pela professora de Física e Química A, Angelina Fortes, no âmbito do Projecto NH3 – A supermolécula!

Os alunos de turmas de Ciências, 11º4ª e 11º5ª, pretenderam mostrar quais as actividades prático-laboratoriais habituais no laboratório, desde o sétimo ao décimo primeiro ano de escolaridade, bem como o modelo da molécula de amoníaco criado e idealizado por cada aluno. Para tal, tentámos reunir algumas experiências que fossem mais curiosas e divertidas, para aliciar os outros estudantes.

Cada aluno ficou responsável por uma actividade, tendo que executá-la e explicá-la aos nossos visitantes.

Contámos, também, com a participação do professor Américo Valério e dos seus alunos de Física, da Turma 12º1ª, que apresentaram algumas actividades curiosas, nomeadamente, a que implicava colocar as mãos na massa!! Antigos alunos deste professor, que frequentam o Instituto Superior Técnico, trouxeram experiências interessantes, uma das quais relacionada com o magnetismo.

Pelas reacções dos alunos das diferentes áreas de estudo, penso que o objectivo de abrir a nossa área ao público, por vezes, um bocadinho marcada por ser de “marrões”, foi concretizado, já que muitos alunos ficaram muito incentivados e surpreendidos com o que fazemos nas aulas práticas de Física e Química A e de Física.

Rita Esteves, 11º 4ª
















sexta-feira, 3 de abril de 2009

Diálogo entre Ofélia Queirós e Alberto Caeiro






“À Conversa com… Alberto Caeiro”

(Peça escrita e interpretada por Maria Teixeira e Andreia Alexandre – 12.º 4.ª)

Manhã de 9 de Outubro de 1914. Terreiro do Paço, Lisboa.

Ofélia da Gama Côrte-real, esposa de Antero Vasconcelos Côrte-Real, conde de Montreal passeia com os seus filhos, na companhia da sua aia.

Filha de fazendeiros de bom-nome, desde sempre ligada ao campo, cita poesia de um tal Alberto Caeiro…

Ofélia (passeando até que encontra um banco de jardim onde se senta): «Saúdo-os e desejo-lhes Sol, / E chuva, quando a chuva é precisa. / E que em suas casas tenham/ Ao pé de uma janela aberta/ Uma cadeira predilecta / (Caeiro aproxima-se e evoca ao mesmo tempo) Onde se sentem lendo os meus versos».

Também se interessa por poesia bucólica…

Alberto Caeiro: «Saúdo todos os que me lerem, / Tirando-lhes o chapéu largo» (cumprimenta Ofélia, tirando o chapéu)

Ofélia (bruscamente, abanando o leque): Não me parece adequado uma senhora e um cavalheiro serem vistos juntos assim sozinhos, num jardim… Sabe, incentiva a má língua… (num sorriso atrapalhado, cumprimenta uma senhora que passa por si)

(de repente, apercebe-se de que falava com Alberto Caeiro)

Perdão? O senhor é….

Alberto Caeiro: Alberto Caeiro, moça!

(Ofélia estende a mão, mas Caeiro não compreende tal gesto e observa apenas a mão estendida)

Ofélia: Encantada…!

Alberto Caeiro: Então….a moça gosta de poesia?

Ofélia: Bom, penso que…

(Caeiro, interrompe imediatamente)

Alberto Caeiro: «Pensar incomoda como andar à chuva/ Quando o vento cresce e parece que chove mais»!

Ofélia: Sim, aprecio bastante! Sabe, ultimamente tenho lido muito os seus versos. Já fazem parte do meu quotidiano….

(Pausa. Ofélia, olhando para Caeiro de alto a baixo, pergunta num tom de voz irónico:)

Mas diga-me uma coisa… O senhor é mesmo um…guardador de rebanhos?

Alberto Caeiro: «Eu nunca guardei rebanhos, / Mas é como se os guardasse / Minha alma é como um pastor»!

Ofélia: Sabe que andam para aí rumores…? Dizem que o senhor escreveu os seus quarenta e novepoemas num único dia, veja lá! (ri-se num tom alto) Como se isso fosse possível!

Alberto Caeiro: Foi num dia de inspiração

Ofélia: Não posso crer… Então é mesmo verdade o que dizem!

Vejo quão ligado está ao campo, à paisagem, às sensações. Enfim, a toda a natureza, sua poesia

Alberto Caeiro (bruscamente): «A Natureza é partes sem um todo»! Há-de um dia destes correr pelos campos até ficar sem fôlego e ouvir o chilrear dos pássaros e sentir o vento e o calor do Sol e ver o outeiro lá ao longe, muito pequeno, como uma borboleta quando entra pela janela.

Ofélia: Tão bonito!... O senhor fala como escreve, sente o que diz! Deixa-se levar ao sabor do vento, do sol, das árvores, dos pássaros… Não se preocupa com horas, com tempo, com pensamentos. Vive!

Mas diga-me uma coisa… O senhor, como poeta que é, presente apenas nas folhas de alguns…que ambições tem?

Alberto Caeiro: «Não tenho ambições nem desejos, / Ser poeta não é ambição minha / É a minha maneira de estar sozinho». «Escrevo versos num papel que está no meu pensamento / sinto o cajado nas mãos (bate com o cajado no chão) / e vejo um recorte de mim». Escrevo o que sinto e vejo e não aquilo que penso!

Ofélia: «Pensar incomoda como andar à chuva» …

Alberto Caeiro: E torna-nos pobres, porque a nossa única riqueza é ver, é olhar, é reparar…

Ofélia: O senhor sempre viveu no campo, não é verdade?

Alberto Caeiro: Sim, mas sou cá de Lisboa. Sabe, a cidade tira-nos o sol, o horizonte, a paisagem, a beleza… «As casas fecham a vista à chave e tornam-nos pequenos, porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar.»

Ofélia: Sim…A vida na cidade é tão diferente da vida no campo…E eu sinto-me presa aqui…Étudo tão diferente de mim! (tira um lenço da mala para limpar as lágrimas)

Alberto Caeiro: «Tudo é diferente de nós, e por isso é que tudo existe»!

Ofélia: É verdade…Por isso é que me identifico com os seus poemas, consigo! «Para quê pensar com a cabeça? Pensemos com os olhos, com os ouvidos, com as mãos, com os pés, com o nariz e com a boca»!

Alberto Caeiro: Sabe uma coisa, moça? Quando me sinto triste, «deito-me ao comprido na erva e fecho os olhos. Sinto todo o meu corpo deitado na realidade. Sei a verdade e sou feliz» … (despede-se com um toque no chapéu)

(Ofélia senta-se novamente no banco e continua a ler, quando de repente se lembra…)

Ofélia: Meninos venham! Já está na hora!

(Alberto Caeiro, olhando para trás, pergunta-se)

Alberto Caeiro: Hora! O que é a hora na realidade?