No final de cada ano escolar, tem vindo a realizar-se uma formação para as funcionárias que dão apoio ao dia-a-dia da nossa Biblioteca / Centro de Recursos.
Ao mesmo tempo, aproveitou-se para fortalecer também o convívio entre os vários elementos que têm trabalhado neste núcleo. Desta vez, escolhemos visitar em Algés a Biblioteca Municipal e o Centro de Arte Moderna Manuel de Brito.
Começámos por visitar a Biblioteca Municipal de Algés, ocupando parte do Palácio dos Condes de Ribamar, hoje adaptado às múltiplas exigências de um espaço de leitura e de informação multimédia e também contemplando a vertente lúdica dirigida a um público infanto-juvenil. Fomos acompanhadas pelo Dr. Bruno Eiras que nos forneceu elementos sobre o funcionamento e as dinâmicas deste equipamento cultural. Recolhemos ideias interessantes e a promessa de oferta de alguns livros que poderão acrescentar o nosso fundo documental. Depois, visitámos o Centro de Arte Moderna Manuel de Brito,no palácio Anjos,onde estava exposta uma parte significativa da obra de Júlio Pomar.
ROBERT MUCHAMORE nasceu a 26 de Dezembro de 1972, em Islington, Inglaterra.Trabalhou durante treze anos como detective privado, mas abandonou a profissão para se dedicar à escrita a tempo inteiro.
Robert Muchamore fala de CHERUB e de livros :
O nascimento dos livros:
"Costumo seleccionar um tema para o livro e as ideias vão surgindo aos poucos. Demoro cerca de quatro a cinco meses a escrever um livro, dedicando o primeiro mês à pesquisa. Leio muitos livros, entrevisto várias pessoas (como polícias reformados ou instrutores de natação), e faço muita pesquisa na biblioteca. Depois, organizo um plano detalhado onde determino o que acontecerá em cada capítulo. Quando o plano fica delineado, começo a escrever o livro, o que demora cerca de três meses."
Porquê escrever para jovens?
"Sempre gostei muito de ler, mas, aos doze, treze anos, deixei de gostar dos livros próprios para adolescentes e era ainda era um pouco novo de mais para ler livros para adultos. Essa foi a principal motivação para escrever CHERUB - O Recruta: escrever aquilo por que tinha procurado aos meus treze anos de idade."
Como começar a escrever um livro?
"Podemos sempre começar por escrever pequenos contos e artigos. Depois, mostrá-los ao maior número de pessoas possível e pedir-lhes a opinião.Se soubermos ouvir as críticas, podemos melhorar e ganhar mais confiança. Quando já tivermos praticado muito, podemos tentar escrever um romance. Só precisamos de uma ideia boa! "
Na nossa escola, ao longo do ano , os livros de Robert Muchamore foram os mais procurados pelos alunos do 7º e 8º anos. Diríamos que o autor inglês descobriu a receita mágica, pois mesmo os alunos que confessam não gostar de ler se entusiasmam com estas leituras. No concurso de folhetos e marcadores do projecto "Ler é Divertido", muitos alunos como o Pedro Pinto, o Tiago Veiga e o Gonçalo San-Payo do 8º 3ªapresentaram o Recruta.
Do blogue Livros de Companhia, feito por um adolescente de treze anos recolhemos este depoimento:
" Os agentes da CHERUB têm todos menos de dezassete anos. Vestem calças de ganga e t-shirts, e parecem crianças perfeitamente normais... mas não são.Eles são profissionais treinados, enviados para missões de espionagem contra terroristas e traficantes de drogas temidos internacionalmente. Mas, para efeitos oficiais, estas crianças NÃO EXISTEM. James é o mais recente recruta da CHERUB. É brilhante a Matemática e a CHERUB precisa dele. Esperam-no cem dias de recruta. A aventura está a começar..."
As bibliotecas escolares em rede celebram treze anos e fazem o seu balanço num grande Forum. Num mundo dominado pelo conhecimento, as novas bibliotecas são pólos dinamizadores desse conhecimento nas escolas .
Mesa redonda sobre o papel das bibliotecas no séc. XXI moderada pelo jornalista Carlos Andrade Estiveram presentes mais de 1300 pessoas A Ministra da Educação fez o balanço do trabalho realizado e indicou as orientações para o futuro. A coordenadora da RBE( Rede de Bibliotecas Escolares), Dra. Teresa Calçada, traçou o percurso destes treze anos de trabalho. Como se viu pela avaliação realizada, foi uma aposta ganha, pois em todas as escolas da rede, mais de novecentas, a biblioteca tornou-se o centro de dinamização cultural da escola e um parceiro fundamental na execução do PEE.
Um pequeno grupo reúne-se em Telheiras, ao final da tarde,não longe da Escola. O restaurante escolhido pelo senhor presidente da APEF é o “Quinta de São Vicente”.
Terminado o terceiro período escolar, no horizonte dos estudos dos nossos alunos surge uma breve pausa…
- Nós amanhã ainda temos AULAS! - afirmou o João.
- Pois nós, o décimo segundo ano, já só pensamos nos EXAMES…toca a estudar!…- disse a Fátima.
Concretiza-se hoje, uma das vertentes do Prémio do Concurso de Cartazes –“O Álcool e os Jovens”. Os alunos autores dos três melhores cartazes apresentados a concurso, são os convidados por excelência de um jantar de confraternização e convívio com os representantes das duas entidades promotoras do concurso:
a Escola
e
a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF)
- a Dra Isabel Pereira, responsável pela implementação dos estudos e composição dos cartazes)
-a Drª Ana Carita responsável pela coordenação do Projecto de Educação para a Saúde,
-a Drª Manuela Esperança directora da Escola Vergílio Ferreira,
-os médicos, Drª Paula Peixe e Dr Rui Marinho ambos professores de alunos cursando a Faculdade de Medicina, aqui, são os anfitriões deste evento em funções de direcção da APEF.
Estes dois médicos eram já nossos conhecidos pois no Hotel Miragem do Estoril (no passado dia quatro de Abril) foram o nosso contacto com a Reunião de divulgação e saberes científicos em que se integrara a distribuição dos Prémios e a Divulgação dos Cartazes escolhidos e dos respectivos autores premiados. Relativamente ao Sr. Dr. Rui Marinho, várias vezes esteve na nossa Escola. Foi ele um dos apresentadores em palestras e sessões formativas e de esclarecimento no âmbito da turma, abordando os efeitos perniciosos do ÁLCOOL na Saúde em geral e no desenvolvimento dos Jovens em particular.
O jantar foi decorrendo, em paralelo com conversas várias, perguntas e respostas…
- Então, já empregaste o dinheiro do teu Prémio?
- Pensas ficar na Escola para o ano, no décimo ano?
- Que tal é o ambiente na Vergílio?
- E lá em casa, as tuas irmãs também querem vir para esta Escola?
- Que Área de Estudos queres frequentar?
- Afinal a vossa turma não chegou a visitar o Hospital de Santa Maria…
- Ah pois!!! A Festa na Escola. Foi muito interessante. Só os alunos do secundário foram convidados?… O Público alvo?... Não cabiam todos; os Pais?! Ah! Foi Música com letra maiúscula!
- Estou a pensar juntar esse dinheiro e após os exames vou fazer uma VIAGEM com uma amiga minha! Depois, nas férias.
- Recebi lá uns colegas vossos, pois…parece-me que eram uma turma de Ciências, área Saúde. Foram conhecer por dentro o Hospital.
- Só gastei uma pequena parte, vou poupar para outras coisas! Vou ainda pensar!
- Sim gosto muito da Escola!
- Oh sim, ele entra em Arquitectura, ele é muito bom aluno!
- Vou!…Vou guardar boas memórias! Tenho um amigo, aluno ali .. Ele é que não fala da mesma maneira!…
- Estou decidido pela área científica, talvez GD?… Gosto de Matemática.
- Sim, acho que estou bem preparada; é a primeira vez que temos Exames.
-Só vai ser a Matemática e o Português!
…A comida apaladada foi-se recheando de palavras. A mesa rectangular propiciava a formação de diversos núcleos de conversas, algo recolhidas…
Era já tarde quando terminamos o jantar convívio, deixando o antigo Lagar de S. Vicente, com sala de entrada a mostrar o rústico, de fuso e prensa restaurados. Em despedidas e agradecimentos, aguardámos os pais que viriam buscar os nossos alunos.
Quando a Escola estabelece parcerias com outras entidades não ligadas às estruturas educativas convencionais, os nossos alunos ganham um outro traquejo de experiências… Neste caso, com outros interlocutores, envolveram-se noutros processos que entreabriram outras janelas para a sociedade. Isto permitiu que outras maneiras de aprender se vislumbrassem.
Neste caso de relacionamento com a APEF, e a propósito da divulgação das ligações dos Jovens com o Álcool, ficou mais sentida a interactividade das instituições, abriram-se cenários à originalidade dos jovens adolescentes, conscientes do seu papel de cidadãos e criativos. Estes nossos alunos construíram uma comunicação válida e abrangente para faixas etárias específicas… eles contribuíram para uma divulgação de modos de vida mais saudáveis.
Por isso estão de parabéns!
Lisboa, em 16 de Junho 2009
Isabel Pereira, professora de artes visuais.
Notas:
1)consultar o artigo, neste BLOG, com a notícia dos prémios, dos autores e dos cartazes escolhidos.
2) a revista OPSIS da nossa Escola mostra no último número muitos dos projectos/cartaz a concurso.
Este ano, a escola vai mudar. Em breve, veremos chegar as máquinas que darão uma nova face a este espaço que encerra tantas memórias de todos nós. É um ciclo de vinte e seis anos que termina. Foi um longo percurso...em que todos ajudámos a construir a nossa escola, por isso quisemos celebrar com uma grande festa. Sabíamos que tínhamos "em casa"muitos talentos, só precisávamos de os organizar e mostrar. Foi bom sentir que, de facto, somos uma comunidade que se revê nesta escola. Aqui estão as imagens que são muito mais eloquentes..
Domingos António, o nosso convidado especial, foi um dos momentos altos da nossa festa. Tocou obras de Liszt e Beethoven bem adequadas ao nosso público, maioritariamente jovem. Para o conhecerem melhor , leiam a entrevista na revista Opsis, já publicada na página da nossa escola, a Secundária Vergilio Ferreira.
A Leonor Costa tocou Moonlight de Beethoven e, sabendo nós que aprendeu a tocar sozinha, foi uma bela surpresa e um momento de emoção.
Momento em que a presidente, profª. Manuela Esperança, disse as palavras certas que nos fizeram sentir orgulho de pertencer a esta escola... Ana Lima , a voz limpa e bela, cantou " Ser Poeta" de Florbela Espanca, acompanhada à guitarra por Simão Gama e André Jorge.
A Patrícia Soares disse o poema " Adeus" de Eugénio de Andrade e todos revivemos momentos de amor/desamor Os apresentadores, Maria Alves e João Maltez que, de tão à vontade, pareciam estar numa noite de óscares...
A Rita Duarte homenageou o nosso antigo aluno, hoje advogado, Luís Máximo, lendo um poema de sua autoria, " Confusão". Todos lembrámos as angústias da adolescência e o Luís, que estava presente, sorriu...
O Francisco Santos tocou Bach e todos ficámos orgulhosos...
Nunca deixes o violino, Francisco!
Ana Carolina, Joana Santos e Carolina Gonçalves cantaram uma canção belíssima de Tiago Bettencourt, acompanhadas à guitarra por Joana Mendes e Susana Loja.
Joana Santos, acompanhada à guitarra por Joana Mendes e Susana Loja, cantou com graciosidade " Vamb'ora" de Adriana Calcanhoto
Diogo Almeida fez-nos sentir as palavras irónicas e amargas de Sofia de Mello Breyner no poema " As Pessoas Sensíveis".
Em tom bem sarcástico, o João Godinho leu o " Poema em Linha Recta" de Álvaro de Campos.
Sempre colaborador, João, vamos ter tantas saudades de ti e dos teus textos sempre profundos e críticos...
Encantou-nos o André Matias e o seu violoncelo....
Esperamos que continues na música, André! Durante o intervalo, houve momentos de convívio entre professores, pais, avós e alunos.
Vejam se descobrem quem é que vendeu os seus tão amados anuários...
Aí está ela em acção, a nova associação de antigos alunos da Escola Secundária Vergílio Ferreira.
Muitos antigos e actuais alunos fizeram bolos e petiscos que foram vendidos no intervalo para ajudar a custear a nossa festa. O Guilherme Moura leu o poema " Ler" de sua autoria, em que faz a apologia da leitura.
Já estamos com saudades da tua delicadeza e do teu empenho em tudo o que fazes, Guilherme! Dois óptimos apresentadores, o João Godinho e a Rita Duarte . Andreia Alexandre e a Maria Teixeira num diálogo ficcionado por ambas, entre Ofélia Queirós e Alberto Caeiro. Cena adorável, denotando uma boa informação sobre F.Pessoa e muito bem representada A Catarina Rosa leu com expressividade o poema " Lisbon Rivisited" de Álvaro de Campos " Libertango "de Piazzolla nas mãos de Francisco Santos( violino), André Matias( violoncelo) e... Leonor Frazão e Tomás Reis( piano) . Um tango a quatro mãos que ficará na memória de todos nós. O João Gaspar cantou " Abdicação " de Fernando Pessoa, com música de Nelson Pereira
O Sebastião Martins brindou-nos com a peça Thais de Massenet
Alunos, pais, avós, professores, actuais e antigos, funcionários, uma sala bem recheada...e um prazer para todos nós. Gonçalo Mateus disse com serena expressividade " Flor de Verde Pinho" o belo poema de Manuel Alegre . Ana Loureiro soube fazer-nos sentir as belas palavras de AlBerto
Vozes de Margarida Domingues, João Maltez, Mariana Farinha, Ana Rita Sempiterno, Sara Varão, Inê Mateus, Henrique, Patrícia Soares e Afonso Silva para ouvir as belas palavras do nosso patrono, Vergílio Ferreira.
A OPSIS já está á venda no CRE! Podes ler a entrevista com o pianista Domingos António, artigos sobre as actividades da Semana Cultural, visitas de estudo, alguns projectos interessantes e textos de escrita criativa, entre outros. Se queres participar na coordenação da nossa revista, no próximo ano lectivo, inscreve-te no CRE. Precisamos de ideias para arranjar patrocínios, contacta connosco!
Catarina Freitas, uma das nossas guias , dando algumas chaves para a compreensão das obras.
Seres por outros seres imaginados...recriados...construídos...
Saída da casca...
Fobias....passagens...o inacessível
A professora Maria Sabino , a artista plástica Luísa Cunha e o nosso curador
Na Esc. Sec. de Camões foi dada liberdade à cor
E na salinha pequena? Ritmo de sons feitos de ruído, cadência roendo o observador apressado, determinismo inconsequente, expectativa consumida, fluxo e refluxo… - Ah! Veio ali à baila a história da civilização antiga, na Grécia de Sisífo e o Mito mais tarde tema da obra de Camus. A Filosofia respira em eterno retorno a cadência da mente humana. O observador a ver, digerindo sinais, imagens…Interpretando? As rotinas, as viagens, a vida sempre igual sem fim à vista!
Tecidos são de luz e com linhas se constrói o ciclo da existência
Marcas que deixamos ...horizontes que buscamos
Comunicar com o mundo.... Impede-nos de comunicar com o outro?
Comunicação...incomunicação
Noite Luminosa!
A propósito de uma Exposição Interescolas, promovida por um grupo de alunos do 12º ano de Artes, turma 9ª, disciplina de Área de Projecto da Escola Secundária Vergílio Ferreira de Lisboa. Ao projecto foi dado o nome de AFIRM’ARTE
Local: Centro Hospitalar de Psiquiatria de Lisboa, Pavilhão 27
Montagem com a colaboração de Sandro Resende e José Azevedo responsáveis pelo Centro de Terapia Ocupacional do CHPL e direcção do Espaço 28, Nova Cultura.
Nome da mostra:simbiose
Presentes trabalhos das seguintes Escola de Ensino Secundário de Lisboa:
António Arroio; Camões; D. Filipa de Lencastre; Pedro Nunes; Padre António Vieira; Rainha D. Leonor; Vitorino Nemésio; Vergílio Ferreira (outras foram convidadas, mas não respondera
Por entre convívios, olás conversados, íamos sabendo que escola, que autor, que fio era o daquela meada, … qual jogo de pistas conquistando a nossa atenção! O ambiente aquece, apesar da escuridão lá fora; muitos são os visitantes que circulam… os alunos esses, autores - artistas têm os olhos brilhantes estimulados na emoção. Presentes os pais, professores observando, atentos, amigos entusiasmados. Aberto fica o diálogo entre gentes e registos, trabalhos, construções, revelações espreitando as folhas de desenho, laboriosas. Deixo aqui o meu apreço pela visita que a Madalena mais a Catarina me proporcionaram.Parabéns aos comissários da exposição. Que bom foi sentir essa ligação forte entre alunos e colegas e professores.Lá fora a rua estava escura como breu. Ali no Pavilhão 27 a luz resplandecia plena de cores! Escola Vergílio Ferreira, Lisboa, 25de Maio, 2009,
Isabel Pereira
Coordenadora da Área Disciplinar de Artes Visuais
Presidente e professoras satisfeitas Reciclar é " uma arte"... Esc. Padre António Vieira - Desenhar em 3D Outras escolas , outros registos Capuchinho do séc XXI
Dores que geram vida... Pintar o insólito VIOLÊNCIA marcada naquele círculo de boca de poço à flor do chão/ou/pavimento com criança anunciada pela boneca despida, empalada, desgrenhada… presente na faca desembainhada.
Luz dramática que marca o rosto
Discriminação...
INCOMUNICABILIDADE (…) é o tom dominante da ideia daquele PAR de gélidas figuras apanhadas no seu cortante mutismo. Aquele recanto terminal dum corredor bem longo, deixou-me a reinventar SEGAL e muitos dos caminhos e propostas, à maneira de MUÑOZ que escalpelizamos em territórios da Serralves. – é que eu vi aquele “ser de diminuta altura” a percorrer espaços do Pavilhão D, ainda de azuis vestido e como marioneta(…) manuseado pelo seu criador. Então Ele ainda falava por gestos e movimento!
O tema da comunicação, o peso o seu reverso O Bruno, a Catarina, a Leonor, a Madalena .Os nossos organizadores,curadores e artistas. Vamos ter saudades vossas...